Raphinha pela seleção. Foto: Brian Fisher/CSM/Alamy Live News
Raphinha fez uma das declarações mais sinceras da preparação da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. A poucos dias da estreia contra o Marrocos, o atacante admitiu que não estava pronto emocionalmente para disputar o Mundial do Catar e afirmou que chega muito mais preparado para a edição de 2026.
Hoje consolidado no Barcelona e com maior experiência na Seleção, o jogador acredita que vive um momento diferente da carreira. Além disso, assumiu um papel de liderança dentro do grupo comandado por Carlo Ancelotti.
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Raphinha admite que chegou imaturo à Copa de 2022
Ao comparar os dois Mundiais, o atacante não escondeu a autocrítica. Segundo ele, a pressão sentida há quatro anos foi maior justamente pela falta de experiência naquele momento.
“Eu acho que senti mais pressão na Copa de 22 do que nessa. Porque me vendo com os olhos de hoje, em 2022 eu cheguei muito imaturo para a Copa.”
Raphinha explicou que, além da Seleção, também vivia um período de adaptação ao Barcelona, o que aumentava ainda mais as dificuldades.
“Não só na Seleção, também estava chegando ao Barcelona. Sentia que não estava totalmente adaptado à seleção brasileira.”
Agora, o cenário mudou. O atacante acredita que a maturidade adquirida nos últimos anos o coloca em uma posição diferente dentro da equipe.
“Agora me sinto muito mais preparado pelo meu momento no clube e na Seleção.”
Confiança de Ancelotti fortalece seu papel na equipe
Outro tema abordado pelo jogador foi a relação com Carlo Ancelotti. Mesmo quando defendia o Barcelona e enfrentava o Real Madrid, Raphinha já admirava o trabalho do treinador italiano.
“O Mister tem total confiança. Ele já me acompanhava na Espanha. Já conversamos várias vezes.”
Apesar da confiança recebida, ele afirmou que continua sendo seu principal crítico.
“Eu me cobro muito mais do que o Mister. Tento me provar mais que eu sou capaz do que eu deveria provar para ele.”
A declaração mostra um jogador que busca evolução constante mesmo vivendo uma das melhores fases da carreira.
Brasil chega confiante para a estreia
Questionado sobre o estágio atual da Seleção, Raphinha garantiu que o grupo está preparado para começar a Copa.
“Sim. Tivemos momentos complicados, mas chegamos prontos para a estreia.”
O atacante destacou que o principal desafio será manter a concentração durante uma competição curta, em que qualquer erro pode ser decisivo.
“É uma competição em curto período de tempo. É muito traiçoeira. Estamos tentando chegar o mais próximo possível de não cometer erros.”
Atacante vê grupo unido e blindado da pressão externa
Raphinha também falou sobre a convivência no elenco e revelou que os jogadores mais experientes procuram ajudar os mais jovens a lidar com as redes sociais durante a Copa.
“A galera mais antiga tenta fazer com que eles usem menos redes sociais.”
Segundo ele, o grupo sabe que existe desconfiança por parte de alguns torcedores, principalmente após as últimas campanhas da Seleção.
“Foram tantos anos se frustrando, porque tivemos seleções que podiam ganhar e não ganharam.”
Ainda assim, o atacante acredita que a torcida segue apoiando o time.
“No fundo, todos estão torcendo pela Seleção e isso vai ser muito importante para nós.”
Objetivo está acima dos números individuais
Embora seja um dos principais jogadores ofensivos do Brasil, Raphinha garantiu que o foco está totalmente no desempenho coletivo.
“Eu, como atacante, me cobro muito quando não faço gol ou assistência.”
Mas ele deixou claro que abriria mão de qualquer protagonismo pessoal em troca do título.
“Se tiver que ganhar a Copa sem gol ou assistência, não tenho problema nenhum.”
A declaração resume o momento do atacante. Mais experiente do que em 2022, Raphinha chega ao Mundial como uma das lideranças da Seleção e com a responsabilidade de ajudar o Brasil na busca pelo hexacampeonato.

