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Ronaldo revela que expulsou Zidane do vestiário do Brasil após eliminação na Copa de 2006

Fenômeno contou que o francês foi ao vestiário da Seleção depois da partida

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Ronaldo revela que expulsou Zidane do vestiário do Brasil após eliminação na Copa de 2006

Ronaldo Fenômeno defende Neymar na seleção Foto: Alamy

A derrota para a França nas quartas de final da Copa do Mundo de 2006 continua rendendo histórias marcantes. Desta vez, Ronaldo revelou um bastidor pouco conhecido daquele dia. Em entrevista à revista francesa L’Équipe, o Fenômeno contou que pediu para Zinedine Zidane deixar o vestiário da Seleção Brasileira logo após o apito final.

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Apesar da amizade entre os dois, Ronaldo explicou que o momento não era adequado para visitas. Afinal, vários jogadores ainda choravam pela eliminação e tentavam lidar com a frustração da derrota.

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Ronaldo explica por que pediu a saída de Zidane

Logo depois da partida, Zidane entrou no vestiário brasileiro para conversar com os jogadores. No entanto, Ronaldo entendeu que aquele não era o momento para o encontro.

“Conversamos depois. Ele veio ao nosso vestiário, mas o clima estava péssimo, muitos jogadores estavam chorando. Éramos amigos e ainda somos… Mas realmente não era o momento certo para trocar camisas. Eu o parabenizei, mas pedi que ele se retirasse.”

Ainda assim, o ex-atacante deixou claro que a decisão nunca abalou a amizade entre os dois. Pelo contrário. Segundo Ronaldo, o respeito sempre existiu, independentemente do resultado dentro de campo.

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Fenômeno volta a elogiar atuação histórica do francês

Além de recordar o episódio, Ronaldo aproveitou a entrevista para destacar a atuação de Zidane naquela tarde em Frankfurt.

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Segundo o brasileiro, o camisa 10 francês jogou em um nível raramente visto em Copas do Mundo.

“Ele estava realmente inspirado, e não é à toa que a partida dele é considerada uma das maiores atuações individuais da história da Copa do Mundo.”

Naquele jogo, Zidane comandou o meio-campo francês praticamente do início ao fim. Além disso, participou das principais jogadas ofensivas e deu a assistência para o gol de Thierry Henry, que garantiu a vitória por 1 a 0.

Derrota marcou o fim de uma geração da Seleção

O resultado teve um peso ainda maior porque o Brasil chegou à Alemanha como um dos grandes favoritos ao título.

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Na época, a equipe reunia Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Kaká, Adriano e Roberto Carlos. Por isso, muitos apostavam que o chamado “Quadrado Mágico” levaria a Seleção ao hexacampeonato.

No entanto, a França controlou o jogo. Enquanto Zidane dominava o meio-campo, o Brasil criou poucas chances e acabou eliminado ainda nas quartas de final.

Até hoje, muitos analistas consideram aquela exibição do francês uma das melhores apresentações individuais da história dos Mundiais.

Ronaldo brinca sobre o famoso corte “Cascão”

Depois de falar sobre 2006, Ronaldo também lembrou outro momento marcante de sua carreira em Copas.

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Em 2002, o atacante foi o artilheiro do Mundial, com oito gols. Além disso, chamou atenção pelo inusitado corte de cabelo conhecido no Brasil como “Cascão”. O visual virou febre entre crianças de vários países, inclusive na França.

Ao recordar a história, Ronaldo respondeu com bom humor.

“Eu sei, foi a mesma coisa em todo lugar, então estou aproveitando esta entrevista para pedir desculpas a todos os pais franceses por essa moda.”

Amizade sobreviveu à rivalidade

Mesmo após protagonizarem uma das eliminações mais dolorosas da história recente da Seleção Brasileira, Ronaldo e Zidane mantiveram uma relação de amizade.

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Ao longo da carreira, os dois dividiram o protagonismo do futebol mundial. Além disso, conquistaram a Bola de Ouro, foram eleitos melhores jogadores do mundo pela FIFA e marcaram época por clubes e seleções.

Quase 20 anos depois, o relato do Fenômeno mostra que a rivalidade ficou restrita aos 90 minutos. Fora de campo, o respeito entre os dois permaneceu intacto.

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