Scaloni e Messi na Copa do Mundo. Foto: Mutsu KAWAMORI/AFLO/Alamy Live News
Lionel Messi poderia ter iniciado a partida contra a Jordânia como titular e ampliado ainda mais sua impressionante coleção de recordes na Copa do Mundo. No entanto, o craque argentino fez outro caminho. Segundo o técnico Lionel Scaloni, foi o próprio camisa 10 quem sugeriu começar no banco de reservas para que outros jogadores da seleção tivessem a oportunidade de atuar na fase de grupos.
Mesmo entrando apenas no segundo tempo, Messi voltou a ser decisivo. Afinal, marcou um golaço de falta, chegou aos 19 gols em Copas do Mundo e ampliou sua vantagem como maior artilheiro da história da competição. Ainda assim, para Scaloni, a principal notícia foi outra: a postura coletiva do principal jogador da Argentina.
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Scaloni diz que Messi abriu mão dos recordes
Após a vitória sobre a Jordânia, o treinador explicou que Messi tinha condições de disputar toda a partida. No entanto, preferiu preservar o elenco pensando na sequência do Mundial.
“Eu não sei mais dizer. Hoje Messi poderia ter jogado 90 minutos e poderia aumentar a lenda dele. Mas ele também preferiu que seus companheiros tivessem minutos e pensar no que teremos pela frente. Ele não pensa nos números que tanto falam.”
Na sequência, Scaloni destacou que a decisão partiu do próprio jogador durante uma conversa antes da partida.
“Quando falei com ele, ele disse que o melhor era isso. E eu concordei. Isso mostra um pouco o que representa a seleção argentina para ele e os companheiros, o grupo.”
A declaração reforça um comportamento visto ao longo da carreira de Messi nos últimos anos. Desde a conquista da Copa América de 2021, o atacante costuma colocar o desempenho coletivo acima de marcas individuais, mesmo quando está próximo de novos recordes.
Mesmo no banco, Messi voltou a decidir
A estratégia não impediu que o camisa 10 deixasse sua marca.
Messi entrou perto dos 15 minutos do segundo tempo e precisou de poucos minutos para balançar as redes. Em uma cobrança de falta precisa, marcou seu 19º gol em Copas do Mundo e ampliou ainda mais um recorde que dificilmente será alcançado tão cedo.
Além da eficiência, o lance reforça outro aspecto da campanha argentina. Mesmo administrando o elenco na fase de grupos, a equipe segue contando com seu principal jogador para resolver partidas importantes quando necessário.
Técnico brinca ao revelar conversa antes da substituição
A entrada de Messi também rendeu um momento descontraído na entrevista coletiva.
Questionado sobre quais orientações havia passado ao camisa 10 antes da substituição, Scaloni respondeu com bom humor.
“Disse que fosse e entrasse no jogo. O que eu vou dizer? Não preciso falar.”
Em seguida, explicou que um jogador com a experiência de Messi já entende completamente o cenário da partida.
“Ele tinha visto 55 minutos do jogo e sabia bem como estava o jogo. Há momentos que tenho que dizer o que vamos fazer para ele com a troca, para que ele possa lidar melhor. Mas ensinar alguma coisa, zero.”
A resposta arrancou risos dos jornalistas presentes e ilustrou a confiança absoluta que a comissão técnica deposita no capitão argentino.
Gestão de elenco pode ser diferencial no mata-mata
A escolha de preservar Messi também mostra uma estratégia cada vez mais comum entre as seleções favoritas.
Com um calendário apertado e partidas eliminatórias em sequência, administrar o desgaste físico das principais estrelas tornou-se uma prioridade para as comissões técnicas. Dessa forma, jogadores decisivos chegam em melhores condições às fases mais importantes da competição.
No caso da Argentina, a decisão ganhou ainda mais importância porque a equipe encerrou a fase de grupos com 100% de aproveitamento. Assim, Scaloni conseguiu poupar seu principal atleta sem comprometer o desempenho coletivo.
Argentina agora volta o foco para Cabo Verde
Depois de terminar a primeira fase com campanha perfeita, a Argentina inicia agora sua caminhada no mata-mata da Copa do Mundo.
O próximo compromisso será diante de Cabo Verde, na sexta-feira (3), em Miami. Mais uma vez, a expectativa é que Messi esteja à disposição para liderar a equipe na busca pelo bicampeonato consecutivo.
Se depender das palavras de Scaloni, porém, os recordes continuarão em segundo plano. Afinal, o principal objetivo da seleção segue sendo levantar mais uma vez a taça da Copa do Mundo.

