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Argentina entra para a história com marca negativa inédita em final de Copa do Mundo

Seleção argentina ficou sem dar chute no gol durante os 90 minutos

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Argentina entra para a história com marca negativa inédita em final de Copa do Mundo

Jogadores da Argentina lamentam derrota. Foto: AP Photo/Matt Rourke)

A Argentina perdeu para a Espanha por 1 a 0, na prorrogação, neste domingo (19), e ficou com o vice-campeonato da Copa do Mundo de 2026. Além da derrota, a seleção de Lionel Scaloni deixou o MetLife Stadium com um recorde que nenhuma equipe gostaria de alcançar.

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Durante os 90 minutos do tempo regulamentar, os argentinos não acertaram sequer um chute no gol defendido por Unai Simón. Desde que esse tipo de estatística começou a ser registrado, em 1966, nenhuma seleção havia disputado uma final de Copa do Mundo sem finalizar uma única vez na direção da meta adversária.

O dado mostra o domínio espanhol ao longo da decisão. A equipe de Luis de la Fuente controlou a posse de bola, reduziu os espaços e praticamente anulou o ataque liderado por Lionel Messi.

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Argentina supera antigo recorde negativo

Curiosamente, o pior desempenho ofensivo em uma final já pertencia à própria Argentina. Na decisão da Copa de 1990, contra a Alemanha Ocidental, os argentinos acertaram apenas uma finalização no gol e perderam por 1 a 0.

Agora, a equipe estabeleceu uma marca ainda mais negativa ao terminar o tempo regulamentar sem exigir nenhuma defesa de Unai Simón.

Além disso, o levantamento reforça como esse tipo de atuação é raro. Em mais de 900 partidas de Copa do Mundo disputadas desde 1966, apenas três seleções haviam passado os 90 minutos sem acertar um chute no alvo.

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Antes da final deste domingo, os dois únicos casos pertenciam à Costa Rica. A seleção centro-americana registrou a marca na derrota por 1 a 0 para o Brasil, na fase de grupos da Copa de 1990. Depois, repetiu o feito na goleada por 7 a 0 sofrida para a Espanha, na estreia da Copa de 2022.

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Com isso, a Argentina tornou-se a primeira equipe a registrar esse desempenho justamente em uma decisão de Mundial.

Espanha dominou a final do início ao fim

A estatística refletiu o que aconteceu dentro de campo. Desde os primeiros minutos, a Espanha controlou as ações, trocou passes com tranquilidade e limitou as investidas argentinas.

Enquanto isso, a equipe de Lionel Scaloni encontrou muitas dificuldades para criar espaços. Messi recebeu forte marcação durante toda a partida, e Julián Álvarez quase não participou do jogo.

Na reta final do segundo tempo, a situação argentina ficou ainda mais complicada. Enzo Fernández recebeu o segundo cartão amarelo e deixou a equipe com um jogador a menos. Mesmo assim, os sul-americanos resistiram e levaram a decisão para a prorrogação.

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No tempo extra, porém, a pressão espanhola finalmente deu resultado. Ferran Torres marcou o gol do título e garantiu o bicampeonato mundial para a Espanha.

Já a Argentina deixou os Estados Unidos com o vice-campeonato e um recorde negativo que ficará marcado na história das finais da Copa do Mundo.

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