CEO da N Sports, André Barros exalta Galvão Bueno e faz balanço da cobertura da Copa
André Barros comemorou a emissora entre os players do principal torneio de futebol
André Barros, CEO da N Sports (Foto: Cortesia N Sports)
Terminada a Copa do Mundo, é hora de vários envolvidos fazerem o balanço das últimas semanas. Inclusive as emissoras, que levaram as emoções do principal torneio do futebol para todo o planeta. No Brasil, a estreante nessa cobertura foi a N Sports, canal de TV paga que tem André Barros como CEO.
O chefe da emissora falou com exclusividade ao Torcedores e fez um apanhado geral da histórica cobertura. Com transmissões em consórcio com o SBT – popularmente chamado de “simulcast” – a N Sports exibiu 32 partidas da Copa. E Galvão Bueno, lenda da comunicação e sócio do canal, esteve nos microfones.
Para André Barros, a cobertura foi uma ótima oportunidade não só de trabalhar com Galvão, mas também de impulsionar a N Sports e seus talentos no cenário da comunicação esportiva brasileira. Além da televisão, a marca está fortemente presente nas redes sociais, atrelando seus conteúdos ao gigante Desimpedidos. Confira a entrevista completa:
1- Para quem trabalha no ramo da mídia esportiva, poder exibir a Copa do Mundo é o ápice. Qual foi o sentimento do momento em que isso se concretizou, e como foi o balanço da Copa?
Vivemos uma jornada intensa, cumprindo metas que muitos diriam que seriam apenas sonhadoras. Em pouco mais de um ano sob a nova gestão, a N Sports transmitiu grandes torneios, anunciou Galvão Bueno como sócio, se uniu à NWB e se tornou a novidade brasileira na transmissão de uma edição histórica da Copa do Mundo.
Como estreante, nós pudemos ser ousados e propor um novo modelo de consórcio com o SBT. Isso passou a ser um “case” de sucesso neste mercado cada vez mais fragmentado e complexo de direitos esportivos.
E o balanço é o melhor possível, pois consolidamos nossa posição como vice-liderança de audiência da TV paga ao longo de todo o período da Copa e ainda fizemos a proeza de ficar em segundo lugar no ranking da taxa de engajamento nas redes sociais.
Com menos volume e um conteúdo extremamente seletivo e assertivo, ficamos atrás apenas do nosso irmão Desimpedidos, que é o líder nesse ranking digital entre os canais e as emissoras esportivas. Isso também consolidou nossa tese de ativação dos nossos canais e influenciadores no grupo como amplificadores desses grandes eventos.
2- Transmitir a Copa do Mundo já é especial, mas ter Galvão Bueno, a voz que o Brasil associa à Seleção, na equipe, é um algo a mais. O que significa trabalhar com Galvão, tanto no aspecto profissional quanto no dia a dia?
Galvão Bueno é um recordista, um professor da narração esportiva, que embalou o sonho do futebol brasileiro com sua voz para várias gerações. Crescemos aprendendo a amar o futebol e a Seleção Brasileira com as grandes narrações de Galvão. Seus gols narrados estão eternizados na memória da maioria dos brasileiros. Seus bordões são patrimônio da cultura popular.
Quando convidamos ele para ser sócio e ele aceitou, demorou para a ficha cair. É uma responsabilidade de montar uma equipe encabeçada pela maior e mais longeva voz da história das Copas.
Além de uma experiência absurda, Galvão é o elemento que contagia a todos, mostra que nunca devemos estar satisfeitos com os feitos de hoje e sempre se motivar para querer mais, desempenhar melhor.
Nesta Copa, foi um privilégio para a N Sports e o SBT participar dos recordes batidos por Galvão como maior narrador da história das Copas, o que foi reconhecido publicamente pelo Guinness Book. Foram 154 jogos de Copas narrados de 1978 até agora, 58 partidas da Seleção Brasileira e 104 gols do Brasil. O gol 100, do Vini Júnior na vitória sobre a Escócia, foi emblemático.

3- Com vários players exibindo a Copa do Mundo, qual você acha que foi o diferencial da N Sports para atrair a escolha do público?
A N Sports tem um posicionamento muito claro que se mantém. É uma emissora que, sob nova gestão, se apresentou ao mercado com seu caráter multiplataforma, multigeracional e colaborativo.
Neste modelo inédito com o SBT, em que a N Sports ficou responsável pela transmissão na TV paga, a emissora se concentrou não apenas em crescer sua audiência nesta plataforma, mas sobretudo em fortalecer sua marca para o grande público.
Além de Galvão como grande capitão desta jornada, o consórcio com o SBT reuniu grandes talentos do esporte televisivo. Por exemplo, Tiago Leifert, Carol Barcellos, Mauro Naves, André Hernan e Mauro Beting. Além de jovens talentos que a N Sports investiu desde antes da Copa como Wallace Neguerê, Gabi Martins, Isa Labate e Danilo Soto.
Ficou claro pelos números de audiência recordes do SBT e pela projeção da N Sports na TV paga e em suas redes sociais de que o público abraçou o projeto. A cobertura se mostrou uma alternativa bem aceita em relação aos demais concorrentes, não somente durante as transmissões, mas também na programação do consórcio.
O “Balanço da Copa”, por exemplo, assumiu a liderança no horário em diversas ocasiões e foi destaque no fechamento dos dias de Copa.
4- A Copa do Mundo está sendo o grande auge do projeto N Sports. Mas além das transmissões, o evento dá uma grande visibilidade para os programas da grade, apresentadores e comentaristas. Qual é a sua avaliação sobre os talentos da emissora?
Desde o início do projeto ficou claro que ambas as emissoras teriam liberdade para desenvolver e exibir seus programas e conteúdos próprios. Dos nossos programas, mantivemos uma intensidade grande com o diário “Deu Jogo – Modo Copa”, liderado por Neguerê, Gabriel Gubela e Vini Machuca, talentos desenvolvidos pela N Sports.
Antes do pré-jogo simulcast com SBT, mantivemos no ar o “Giro Copa”, com os apresentadores Luíza Santa, Gerson Júnior e Lucas Faraldo, que também já participavam rotineiramente de outras transmissões e outros programas da casa. Ambos os programas contaram com entradas dos repórteres in loco: Gabi Martins, Danilo Soto, Isa Labate, André Hernan e outros do consórcio.
Além disso, tivemos a cobertura completamente sui generis do Desimpedidos, que foi ao México com Chico Pedrotti e Bolívia Zica. Eles produziram uma série que bombou nas redes sociais e trouxe o “lado B” da Copa em um dos países-sede.

5- O que você acha que esse período em evidência pode render para a emissora no futuro? Como você vislumbra os próximos passos do projeto?
A experiência da Copa é mais que positiva. Isso porque nos dá confiança, chancela perante o mercado e fôlego operacional para investir em novos projetos esportivos em 2026 e 2027. Estamos com o modo “negociação” ligado desde o início da Copa, buscando parceiros e melhores oportunidades para reforçar nosso conceito de que “o direito esportivo não é um fim em si mesmo, mas um meio” para contarmos diversas histórias.
Temos orgulho de dizer que a N Sports faz parte da história das Copas no Brasil, estreando com todos os pés, todas as mãos, todas as cabeças e todos os corações. Em breve teremos boas novidades para anunciar ao mercado, como por exemplo já fizemos com o futebol feminino com a campanha “Aqui o Jogo é Delas”, em que vamos transmitir seis competições do calendário da modalidade.

