Home Futebol Diretor da Seleção avalia trabalho de Ancelotti como “positivo” e explica plano para 2030

Diretor da Seleção avalia trabalho de Ancelotti como “positivo” e explica plano para 2030

Diretor executivo da CBF afirma que o trabalho do treinador italiano segue aprovado e diz que estabilidade será fundamental para iniciar um novo ciclo

Por Douglas Nunes em 08/07/2026 15:14 - Atualizado há 1 hora

Carlo Ancelotti e Rodrigo Caetano, técnico e coordenador da seleção brasileira (Rafael Ribeiro / CBF)

A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 aumentou a pressão sobre Carlo Ancelotti. No entanto, a CBF manteve o discurso de continuidade. No desembarque da delegação no Rio de Janeiro, o diretor executivo de seleções, Rodrigo Caetano, afirmou que a avaliação do trabalho do treinador italiano continua positiva e defendeu um ciclo mais longo para a equipe.

Além disso, o dirigente destacou que a renovação do elenco será uma das prioridades nos próximos anos. Segundo ele, a comissão técnica terá tempo para promover novos jogadores e preparar a Seleção para a Copa do Mundo de 2030.

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Rodrigo Caetano defende estabilidade para o trabalho de Ancelotti

Rodrigo Caetano afirmou que a permanência de Carlo Ancelotti demonstra a confiança da CBF no projeto iniciado em 2025. Para ele, o treinador ainda teve pouco tempo de trabalho antes da disputa do Mundial.

“Tem menos de um ano e quatro meses de trabalho. Todos nós esperávamos chegar muito mais longe. Infelizmente paramos nas oitavas. Creio que a nossa seleção estava em um crescente, mas a avaliação é positiva. Senão ele não teria ficado. Ele mesmo não teria tomado a decisão de permanecer.”

Em seguida, o dirigente reforçou que a estabilidade pode corrigir um dos principais problemas vividos pela Seleção nos últimos ciclos.

“Nós já falamos no pós-jogo que a sinalização da CBF de continuidade já é um ponto de partida para que não tenhamos um ciclo como foi no passado. Essa estabilidade que é dada a todos é um lado positivo de tudo isso.”

Desde a saída de Tite, após a Copa de 2022, a Seleção passou por Ramon Menezes, Fernando Diniz, Dorival Júnior e Carlo Ancelotti. A sucessão de mudanças dificultou a construção de um projeto de longo prazo.

Renovação do elenco será prioridade até 2030

Além de defender a permanência do treinador, Rodrigo Caetano confirmou que a comissão técnica iniciará um processo de renovação do grupo.

Segundo ele, diversos jogadores experientes não devem disputar a próxima Copa do Mundo. Por isso, atletas que ganharam espaço em 2026 passarão a ter papel ainda mais importante.

“Agora, o que a gente espera é que possamos ter o tempo necessário para reavaliar e fazer ajustes. Muitos jogadores experientes não vão poder estar conosco na próxima Copa. Automaticamente, isso abre um espaço maior para os jovens.”

O dirigente também afirmou que a comissão pretende acelerar esse processo já nas próximas convocações.

“Tenho certeza absoluta de que a comissão técnica vai, o mais rapidamente possível, oportunizar esses jovens e colocar a Seleção no rumo que todos nós queremos.”

CBF aposta na geração que surgiu nos últimos anos

Rodrigo Caetano também descartou a necessidade de uma reformulação completa nas categorias de base. Na avaliação dele, o Brasil continua revelando talentos em quantidade suficiente para manter a Seleção competitiva.

Como exemplo, citou jogadores que chegaram recentemente ao elenco principal.

“Se você pegar jogadores que, há dois anos, estavam disputando o Sul-Americano Sub-20, caso do Rayan, do Endrick e do Andrey Santos, verá que o Brasil continua formando muitos talentos.”

Para o dirigente, o desafio não está na produção de jogadores, mas na capacidade de transformar esse potencial em resultados nas grandes competições.

“Eu acho que a discussão que vale é realmente o porquê de nas últimas competições a Seleção ter ficado no meio do caminho. O futebol está globalizado, qualquer seleção hoje impõe dificuldades. Mas o Brasil sempre teve talento e cabe a nós reuni-los e organizá-los.”

Próximos amistosos iniciarão o novo ciclo

A comissão técnica já trabalha no planejamento da próxima Data Fifa. O Brasil deve enfrentar a Austrália em dois amistosos, nos dias 25 e 29 de setembro. Além disso, a CBF negocia uma terceira partida para o início de outubro, com Singapura e Catar entre as possibilidades.

Rodrigo Caetano evitou antecipar mudanças na lista de convocados. Ainda assim, confirmou que a comissão pretende observar novos nomes.

“Assim que tivermos o corpo técnico reunido, vamos trabalhar na lista larga mirando esses amistosos e, consequentemente, dar oportunidade para alguns jogadores que não tiveram condições de estar na Copa do Mundo.”

Com a manutenção de Carlo Ancelotti confirmada, a CBF aposta em um ciclo mais estável até 2030. Agora, o foco passa a ser a renovação gradual do elenco e a construção de uma base capaz de recolocar o Brasil na disputa pelo hexacampeonato.

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