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Flamengo propõe mudanças no fair play financeiro e acusa rivais de burlar sistema

Clube enviou sugestões à ANRESF e à CBF para endurecer as regras do fair play financeiro

Por Douglas Nunes em 28/07/2026 17:55 - Atualizado há 1 hora

Luiz Eduardo Baptista é o presidente do Flamengo (Crédito: Paula Reis/Flamengo)

O Flamengo apresentou uma série de propostas para alterar as regras do fair play financeiro no futebol brasileiro. O clube enviou o documento à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) e à CBF com sugestões para atualizar a regulamentação em vigor.

Sem citar clubes específicos, o Rubro-Negro afirmou que identificou brechas que estariam permitindo o descumprimento das normas. De acordo com o documento, algumas equipes utilizam mecanismos da recuperação judicial para obter vantagem esportiva.

Flamengo pede fim de brechas na recuperação judicial

Entre as principais propostas, o Flamengo defende a criação de um marco temporal mais claro para a aplicação das restrições previstas no fair play financeiro.

O clube defende que apenas o protocolo oficial da recuperação judicial tenha validade. Com isso, as partes não poderiam usar tutelas cautelares anteriores para adiar as limitações financeiras.

Na avaliação do Rubro-Negro, essa brecha tem permitido que clubes e SAFs escapem das regras logo no início do processo.

Embora o documento não cite nomes, a discussão envolve equipes que atualmente passam por recuperação judicial, como Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Sport, Santa Cruz e Avaí.

Clube quer fiscalização antes do registro de reforços

Outra sugestão apresentada pelo Flamengo trata do registro de novos jogadores. Isso porque o clube pede que a ANRESF verifique o cumprimento dos limites de folha salarial e dos investimentos em transferências antes da publicação dos atletas no Boletim Informativo Diário (BID).

De acordo com o Flamengo, se a fiscalização ocorrer apenas depois do fechamento da janela, o impacto esportivo já terá acontecido.

Propostas incluem punições imediatas e maior fiscalização

O documento também pede uma atuação mais rigorosa da agência reguladora. Entre as medidas sugeridas estão:

  • fiscalização das contas dos clubes entre 90 e 180 dias antes do pedido de recuperação judicial para evitar aumentos artificiais na folha salarial;
  • aplicação de perda de pontos ainda durante o campeonato em que a infração for identificada;
  • responsabilização dos dirigentes envolvidos em casos de descumprimento das regras;
  • participação da ANRESF como parte interessada nos processos judiciais relacionados à recuperação judicial;
  • maior integração entre ANRESF, CBF e Fifa antes da retirada de transfer bans.

Flamengo diz que objetivo é fortalecer o futebol brasileiro

Em nota, o Flamengo afirmou que as sugestões fazem parte de uma agenda voltada à modernização da gestão do futebol nacional.

De acordo com o clube, o objetivo é impedir que instrumentos legais de reestruturação financeira sejam utilizados para gerar vantagens esportivas.

O Rubro-Negro também afirmou que pretende contribuir para a evolução do modelo de governança do futebol brasileiro. A meta, segundo o documento, é fortalecer o mercado nacional e aumentar o valor do futebol brasileiro nos próximos anos.

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