Home Futebol Jornal espanhol elogia trabalho de Ancelotti, mas aponta que Brasil “não joga bonito”

Jornal espanhol elogia trabalho de Ancelotti, mas aponta que Brasil “não joga bonito”

Diário AS afirma que a Seleção deixou o futebol vistoso de lado para apostar na eficiência

Por Douglas Nunes em 02/07/2026 07:27 - Atualizado há 5 horas

Davide Ancelotti. Foto: Harry Langer/DeFodi Images

O trabalho de Carlo Ancelotti à frente da Seleção Brasileira ganhou reconhecimento na imprensa espanhola após a classificação para as quartas de final da Copa do Mundo. Em análise publicada nesta quinta-feira (2), o jornal AS elogiou a campanha brasileira e destacou a forma como o treinador italiano conseguiu manter a equipe competitiva mesmo diante de uma sequência de lesões.

Embora reconheça que o Brasil esteja longe de apresentar o tradicional “jogo bonito”, o periódico avalia que a equipe encontrou um estilo eficiente para seguir viva na disputa pelo hexacampeonato. Para o jornal, Ancelotti transformou a Seleção em uma candidata silenciosa ao título.

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Jornal compara Brasil ao Real Madrid de Ancelotti

Na reportagem, o AS traça um paralelo entre a atual Seleção Brasileira e o Real Madrid comandado por Carlo Ancelotti. De acordo com o veículo, ambas as equipes compartilham uma característica marcante: a capacidade de encontrar soluções mesmo quando enfrentam adversidades.

O jornal também afirma que o treinador tem conseguido reorganizar o time a cada novo problema, sem perder competitividade ao longo da competição. Por isso, resume o trabalho do italiano com uma frase de impacto.

“É um mágico.”

Na avaliação do periódico, o Brasil pode não ser a seleção mais vistosa da Copa, mas se tornou uma das mais difíceis de ser derrotada.

AS destaca mudança de estilo da Seleção

Além dos elogios ao treinador, o jornal espanhol afirma que a Seleção deixou para trás o futebol mais ofensivo que marcou outras gerações brasileiras. Em vez disso, passou a apostar em um modelo mais pragmático para buscar resultados.

“Sem fazer barulho, em meio a uma onda de lesões, o Brasil de Carlo Ancelotti empolga. Deixou de lado o jogo bonito para apostar no pragmatismo. De que importa jogar bem se, no fim, o que se busca é vencer? E é disso que a seleção brasileira precisa. São muitos anos sem tocar o céu. Muitos mesmo. Vinte e quatro, desde Coreia/Japão 2002, para ser exato.”

De acordo com o AS, essa mudança de postura pode ser decisiva em uma competição de mata-mata, na qual a eficiência costuma pesar mais do que o espetáculo.

Lesões reforçam mérito de Ancelotti

Outro ponto destacado pela reportagem é a quantidade de desfalques enfrentados pelo Brasil desde o início da preparação para a Copa do Mundo.

O jornal lembra que Ancelotti perdeu jogadores importantes antes mesmo da estreia e também durante o torneio. Entre eles estão Rodrygo, Éder Militão, Estêvão, Wesley, Raphinha e Lucas Paquetá.

Mesmo assim, o treinador conseguiu reorganizar a equipe e conduziu a Seleção até as quartas de final. Para o periódico espanhol, essa capacidade de adaptação explica por que o Brasil chega fortalecido à reta decisiva do Mundial.

Brasil encara a Noruega nas quartas de final

Depois de vencer o Japão por 2 a 1 de virada, o Brasil agora se prepara para enfrentar a Noruega nas quartas de final da Copa do Mundo.

A partida será mais um teste para a equipe de Carlo Ancelotti, que tenta manter a campanha consistente mesmo convivendo com problemas físicos no elenco. Enquanto isso, o reconhecimento da imprensa internacional reforça a percepção de que a Seleção voltou a ser uma das principais candidatas ao título, mesmo sem repetir o estilo ofensivo que marcou outras gerações.

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