The Athletic coloca Zico à frente de Cruyff como maior craque sem título da Copa do Mundo
Lista também reúne nomes como Johan Cruyff, Eusébio, Sándor Kocsis e Michael Ballack.
Zico pela Seleção brasileira. Foto Alamy.
O jornal norte-americano The Athletic colocou Zico no topo da lista dos maiores jogadores da história que nunca conquistaram uma Copa do Mundo. A reportagem analisou campanhas individuais marcantes de atletas que encerraram a carreira sem levantar o principal troféu do futebol mundial.
Além de abrir a lista com uma foto do ídolo brasileiro, o veículo destacou o protagonismo de Zico na Copa de 1982. Em seguida, o ranking trouxe Johan Cruyff, Eusébio, Sándor Kocsis e Michael Ballack como os outros quatro nomes que completam o top 5.
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The Athletic destaca o legado de Zico na Copa de 1982
Para o jornal, Zico liderou uma das maiores seleções que nunca conquistaram uma Copa do Mundo. Além disso, a publicação definiu o ex-camisa 10 como um jogador capaz de reunir criatividade, inteligência e poder de decisão em alto nível.
Segundo o The Athletic, o brasileiro combinava dribles, passes em profundidade e uma impressionante capacidade de marcar gols. Ao mesmo tempo, mantinha a qualidade na criação das jogadas, característica que fez dele um dos grandes nomes de sua geração.
Além disso, o veículo afirma que poucos jogadores conseguiram influenciar tanto uma equipe quanto Zico influenciou o Brasil de 1982.
Jornal coloca o Brasil de 1982 entre as maiores seleções sem título
Além de elogiar Zico, o The Athletic também valorizou a campanha da Seleção Brasileira na Espanha. Embora o time tenha sido eliminado antes da semifinal, a publicação considera aquela equipe uma das mais talentosas da história das Copas.
Nesse sentido, o jornal coloca o Brasil de Telê Santana ao lado da Holanda de 1974 como as duas maiores seleções que nunca levantaram o troféu. Para o veículo, o futebol ofensivo e a qualidade técnica daquela geração seguem como referência mais de quatro décadas depois.
Cruyff lidera outra geração histórica
Logo atrás de Zico aparece Johan Cruyff, principal nome da Holanda vice-campeã em 1974. Segundo o The Athletic, a seleção holandesa revolucionou o futebol ao apresentar um modelo baseado em movimentação constante, pressão alta e forte organização coletiva.
Ainda assim, o jornal destaca que Cruyff desfrutava de liberdade para decidir os jogos. Por isso, mesmo dentro de um sistema extremamente coletivo, o craque assumiu o protagonismo da campanha até a decisão contra a Alemanha Ocidental.
Eusébio e Kocsis também recebem reconhecimento
O jornal colocou Eusébio na 3ª posição, devida a campanha na Copa do Mundo de 1966. Naquela edição, o atacante marcou nove gols, terminou como artilheiro do torneio e levou Portugal ao inédito terceiro lugar pela primeira vez na história.
Em seguida, o ranking traz Sándor Kocsis, um dos destaques da Hungria em 1954. Embora Ferenc Puskás fosse a principal estrela daquela seleção, o jornal considera que Kocsis apresentou o melhor desempenho individual da competição. O atacante marcou 11 gols em apenas cinco partidas e comandou a campanha que terminou com o vice-campeonato.
Ballack fecha a lista dos cinco primeiros
Michael Ballack aparece na quinta colocação graças ao desempenho na Copa do Mundo de 2002. O meio-campista liderou a Alemanha durante praticamente toda a competição e marcou três gols na campanha.
No entanto, Ballack recebeu cartão amarelo na semifinal e cumpriu suspensão justamente na decisão contra o Brasil. Dessa forma, assistiu ao vice-campeonato alemão fora de campo, sem a oportunidade de disputar a final.

