Luiz Eduardo Baptista, o Bap, é o presidente do Flamengo (Crédito: Paulo Reis/Flamengo)
A rivalidade entre Flamengo e Palmeiras já ultrapassou as quatro linhas há algum tempo. Além das disputas por títulos, os dois clubes acumulam divergências nos bastidores. Nesta semana, o presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, comentou a relação com Leila Pereira e reconheceu que também tem responsabilidade pelos atritos entre os dirigentes.
Durante participação no podcast “Sport Market Makers”, Bap afirmou que a rivalidade não precisa impedir o diálogo. Segundo ele, Flamengo e Palmeiras podem manter posições diferentes e, ao mesmo tempo, conversar quando houver interesses em comum.
Bap reconhece responsabilidade nos atritos
O dirigente afirmou que não vê problema na rivalidade entre os clubes, mas acredita que ela não deve impedir conversas sobre temas importantes para o futebol brasileiro.
“Flamengo e Palmeiras não precisam ser amigos, mas precisam sentar na mesa e discutir negócio como deve ser feito. Em relação à instituição, absolutamente nada contra. Ela não é culpada por tudo de ruim da relação, também tenho minha parte. O jogo tem isso, às vezes, umas cotoveladas, ofensas. Eu sei o que fiz, e ela também.”
Na sequência, Bap reforçou que as diferenças pessoais não impedem futuras negociações.
“Isso impede a gente de conversar? Não impede, especialmente se o tema for negócio.”
Presidente cita episódio em reunião da Libra
Apesar de defender o diálogo, Bap explicou que o relacionamento com Leila Pereira ficou desgastado por causa de episódios ocorridos nos bastidores.
O presidente do Flamengo relembrou uma reunião da Libra na qual, segundo ele, pretendia apresentar seus argumentos. No entanto, afirmou que a dirigente do Palmeiras deixou o encontro antes da discussão e já havia decidido votar contra a proposta.
“Você faz negócio com quem não confia, não conhece, não tem um nível mínimo de admiração? Se eu vou a um evento na sua casa e você me trata mal, por que você acha que vou te tratar bem? Você combina uma reunião para defender seu ponto de vista, mas, quando chega o dia, diz que não vai ficar e que vai votar contra, sabendo que a votação precisava ser unânime.”
Bap diz que apenas responde aos ataques
O dirigente também afirmou que suas declarações são reações a situações vividas na relação com a presidente palmeirense. Segundo ele, não faz diferença se as críticas partem de um homem ou de uma mulher.
“Quem bate esquece, quem apanha não esquece jamais. Eu não vou tratar quem é deselegante ou não tem respeito de uma forma diferente por ser mulher. Se me taca uma pedra, vou tacar outra. Se quiser se vitimizar, espernear, pode fazer. Não muda nada para mim. Muitas vezes, você tem choques de personalidades, e eu acho que é isso.”
Rivalidade segue dentro e fora de campo
Nos últimos anos, Flamengo e Palmeiras protagonizaram decisões importantes e disputaram títulos nacionais e continentais. Ao mesmo tempo, os presidentes dos dois clubes trocaram críticas em diferentes momentos, principalmente em debates envolvendo a Libra, arbitragem e temas ligados à organização do futebol brasileiro.
Mesmo com o clima de rivalidade, Bap afirmou que não tem qualquer problema com a instituição Palmeiras. O dirigente destacou, inclusive, que manteve uma boa relação com os ex-presidentes Paulo Nobre e Maurício Galiotte. Segundo ele, as divergências atuais estão ligadas à relação pessoal com Leila Pereira e não ao clube paulista.

