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Infantino teria salário de R$ 152 milhões por ano com plano da Fifa, diz jornal

Reportagem aponta que dirigente poderia multiplicar remuneração caso projeto fosse aprovado

Luiz Gustavo Moreira
No jornalismo desde 2011, já foi setorista do Botafogo e do Fluminense pelo Lance! e depois trabalhou em assessorias de imprensa. Respira esporte desde a infância e acompanha todo tipo de competição, principalmente se for de futebol, basquete ou futebol americano.
Infantino teria salário de R$ 152 milhões por ano com plano da Fifa, diz jornal

Gianni Infantino, presidente da FIFA (Crédito: Joilson Marconne/CBF)

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, teria um expressivo aumento salarial caso o projeto de criação da Fifa Forward Enterprise (FFE) fosse aprovado. Segundo reportagem publicada pelo jornal inglês The Times, o dirigente passaria a receber US$ 30 milhões por ano (cerca de R$ 152,4 milhões), valor aproximadamente seis vezes superior à remuneração atual.

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A proposta, no entanto, acabou sendo abandonada após enfrentar forte resistência de confederações continentais e dirigentes do futebol mundial. Dessa forma, além da derrota política, Infantino também deixou de obter um significativo ganho financeiro.

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Salário de Infantino poderia chegar a US$ 30 milhões

Atualmente, Gianni Infantino recebe uma das maiores remunerações entre os dirigentes esportivos do mundo. Conforme o relatório de transparência divulgado pela própria Fifa, o presidente recebeu, em 2025, US$ 4,8 milhões brutos (cerca de R$ 25 milhões na cotação da época).

O montante foi composto por um salário-base de US$ 2,6 milhões, além de US$ 2,2 milhões em bônus.

Entretanto, segundo o The Times, a criação da FFE elevaria a remuneração anual do dirigente para US$ 30 milhões, sem considerar possíveis bonificações adicionais.

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Além disso, o jornal afirma que Infantino pretendia permanecer no comando da nova empresa sem limitação de mandatos. Diferentemente da Fifa, onde poderá exercer a presidência apenas até 2031, caso seja reeleito em 2027, a subsidiária não teria esse tipo de restrição.

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Uma fonte ouvida pelo periódico britânico chegou a afirmar que o dirigente “perdeu tudo por causa de uma ganância desenfreada”, classificando-o como um “pato morto” nos bastidores da entidade.

Rejeição internacional fez Fifa abandonar o projeto

A proposta de criar a Fifa Forward Enterprise encontrou forte oposição de diversas entidades do futebol mundial.

Inicialmente, a Uefa liderou a resistência ao plano e chegou a anunciar que suas 55 federações filiadas estavam dispostas a boicotar as competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso a entidade mantivesse o projeto.

Posteriormente, a Concacaf, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) e a Fifpro, sindicato internacional dos jogadores, também manifestaram críticas públicas à iniciativa.

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Em contrapartida, a Conmebol adotou uma postura de neutralidade durante toda a discussão e evitou se posicionar oficialmente contra a proposta.

Após a pressão crescente, Infantino anunciou, na última sexta-feira, que desistiria da criação da nova empresa.

Entenda o projeto da Fifa Forward Enterprise

A proposta previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária controlada majoritariamente pela Fifa, mas com participação minoritária de investidores privados.

A empresa seria responsável por administrar os ativos comerciais das principais competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, concentrando receitas de direitos de transmissão, patrocínios, licenciamento e outras operações comerciais.

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O objetivo era levantar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões) com a venda de parte das ações da companhia.

No entanto, a falta de consenso entre as confederações e as críticas relacionadas à governança e à transparência do projeto acabaram inviabilizando a proposta. Assim, a Fifa optou por retirar definitivamente o plano de circulação.

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