Ancelotti testará ataque diferente (Crédito: Leonardo Antonio/TheNEWS2 via ZUMA Press Wire/Alamy Live News)
Carlo Ancelotti não demonstrou preocupação com as críticas após o empate por 1 a 1 entre Brasil e Austrália. Nesta segunda-feira (28), o treinador afirmou que a repercussão negativa não mudará seus planos para a Seleção Brasileira no início do ciclo para a Copa do Mundo de 2030.
O resultado aumentou os questionamentos porque o Brasil precisou de um gol de cabeça de Rayan no último lance para evitar a derrota. Além disso, Ancelotti chegou aos 18 primeiros jogos com o pior aproveitamento de um treinador da Seleção nesse recorte, empatado com Carlos Alberto Parreira.
Ancelotti responde às críticas após empate do Brasil
Durante entrevista coletiva ao lado do técnico australiano Tony Popović, Ancelotti foi questionado sobre a pressão depois da atuação brasileira. O italiano respondeu de forma direta.
“A crítica ao meu trabalho sempre existiu e sempre vai existir. A crítica não afeta a ideia que eu tenho para o futuro da Seleção Brasileira e dos jogadores.”
Em seguida, Ancelotti foi ainda mais enfático ao explicar quanto a repercussão externa interfere em seu planejamento.
“O quanto a crítica pode afetar em porcentagem a minha ideia para o futuro? Zero.”
Assim, o treinador indicou que pretende manter o planejamento mesmo depois da atuação abaixo das expectativas na primeira partida deste novo ciclo.
Ancelotti tem 63% de aproveitamento nos primeiros 18 jogos
O momento ganha peso também pelos números. Depois de 18 partidas no comando da Seleção Brasileira, Ancelotti acumula dez vitórias, quatro empates e quatro derrotas.
Com isso, o italiano registra 63% de aproveitamento. É o pior índice de um treinador da Seleção Brasileira depois de 18 jogos, considerando os dados apresentados pelo DataESPN. Ancelotti divide a marca com Carlos Alberto Parreira.
No caso de Parreira, o levantamento soma partidas de suas passagens de 1983 e 1991. Naquele período, foram nove vitórias, sete empates e duas derrotas.
Ancelotti, portanto, chegou ao mesmo percentual por um caminho diferente. Enquanto venceu mais partidas, também sofreu o dobro de derrotas nesse recorte.
Técnico minimiza resultados nos amistosos
Apesar dos números, Ancelotti argumenta que os resultados têm importância menor neste momento. Como o Brasil começa um novo ciclo, o treinador pretende utilizar os amistosos principalmente para avaliar alternativas.
“O resultado não é tão importante para nós. Para o país pode ser, mas nós estamos vendo nossas coisas, espaços, oportunidades para os mais jovens, jogadores novos”, explicou.
Além disso, o italiano considerou que o Brasil teve aspectos positivos contra a Austrália, embora reconheça que a equipe poderia ter apresentado um futebol melhor.
Ancelotti também citou a postura defensiva dos australianos e as condições do gramado como fatores que dificultaram a atuação brasileira. Ainda assim, deixou claro que espera evolução.
Brasil terá mudanças para novo jogo contra a Austrália
A tendência é que Ancelotti aproveite o segundo amistoso para ampliar os testes. Jogadores que tiveram poucos minutos ou ficaram fora da primeira partida devem receber oportunidades.
Dessa forma, o treinador pretende avançar na montagem do grupo que seguirá no ciclo para 2030. Mais do que buscar uma formação definitiva agora, Ancelotti quer conhecer as opções disponíveis antes das primeiras competições oficiais.
“Será uma oportunidade aos atletas que não jogaram na primeira partida e vão jogar agora. A nossa prioridade é essa: conhecer melhor nossos atletas, ter uma ideia clara para ter um elenco definido para a primeira competição oficial. Não quero cometer erros”, afirmou.
Por isso, mesmo diante das críticas e do aproveitamento abaixo do esperado, Ancelotti não pretende acelerar suas decisões. Para o treinador, os amistosos fazem parte justamente do período de experiências antes de definir a base da nova Seleção Brasileira.

