Situação financeira do Vasco segue complicada (Crédito: Fabio Giannelli/AGIF/Alamy Live News)
Atualmente, o Vasco negocia com o empresário Marcos Lamacchia, que apresentou a proposta de referência do processo. O grupo questiona principalmente o destino do dinheiro, já que o plano prevê R$ 500 milhões para o futebol e impede o uso desse aporte no pagamento das dívidas.
Credores tentam interromper venda da SAF por 30 dias
O grupo apresentou o pedido à 4ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Os credores querem interromper o processo por 30 dias para que uma nova assembleia analise as condições da operação.
Além disso, eles pedem que a Justiça impeça a constituição da nova SAF até uma decisão definitiva sobre o caso. Também solicitaram que o Ministério Público e o Administrador Judicial apresentem suas manifestações em até 48 horas após a notificação.
O advogado Thiago Rino representa os oito credores que assinaram o pedido. Sete deles defenderam o Vasco como jogadores:
- William Barbio
- Douglas Silva
- Lucas Siqueira
- Breno
- Lucas Kal
- Willian Maranhão
- Luiz Gustavo
O ex-preparador físico Flávio de Oliveira completa o grupo que entrou com a solicitação.
Ex-jogadores dizem que Vasco descumpre plano da Recuperação Judicial
Os credores argumentam que o modelo escolhido pelo Vasco contraria o plano da Recuperação Judicial. Segundo a tese apresentada à Justiça, o clube deveria direcionar recursos obtidos com a operação para quitar as dívidas incluídas no processo.
No entanto, a proposta em discussão reserva uma parcela significativa do investimento exclusivamente para o departamento de futebol. Por isso, os ex-jogadores defendem que o Vasco precisa submeter as novas condições aos credores antes de concluir a operação.
Na avaliação do grupo, uma nova assembleia deve decidir se o clube pode avançar com esse formato. Com esse argumento, os credores tentam impedir que o Vasco conclua a venda antes dessa votação.
Lamacchia promete aporte de R$ 500 milhões no Vasco
Marcos Lamacchia apresentou a proposta que serve como referência para a negociação da SAF. O empresário prevê um aporte obrigatório de R$ 500 milhões no futebol ao longo de cinco anos.
O plano estabelece cinco parcelas anuais de R$ 100 milhões. O Vasco usaria esse dinheiro exclusivamente em contratações, elenco e comissão técnica, sem direcionar os valores para o pagamento das dívidas.
Esse ponto motivou justamente a reação dos credores. Eles argumentam que o clube não pode estruturar a venda dessa maneira sem antes discutir a destinação dos recursos dentro da Recuperação Judicial.
Assim, a disputa não envolve apenas quem assumirá o controle da SAF. O questionamento também coloca em debate como o Vasco poderá utilizar o dinheiro que receberá do futuro investidor.
Acordo com a 777 havia aberto caminho para nova SAF
O novo impasse surge poucos dias depois de o Vasco avançar em outra frente importante. O clube chegou a um acordo com a 777 Carioca LLC para encerrar divergências que poderiam dificultar a criação de uma nova SAF.
Com o entendimento, a 777 deixou de representar um dos principais obstáculos para o avanço da operação. A diretoria, então, ganhou espaço para seguir com o processo que pode levar um novo investidor ao controle do futebol.
Agora, porém, os ex-jogadores e o ex-preparador físico tentam interromper esse caminho. A Justiça terá de decidir se o Vasco pode continuar com o modelo atual ou se precisará convocar uma nova assembleia de credores antes de avançar.
Enquanto aguarda essa definição, o clube mantém Marcos Lamacchia como principal interessado no negócio. A decisão judicial poderá determinar os próximos passos de uma operação considerada fundamental pela diretoria para financiar uma nova fase da SAF.

