Flamengo contesta decisão da Justiça após acusar Vasco e Palmeiras de danos ao Maracanã
Rubro-Negro afirma que jogo de 2023 prejudicou as condições do gramado e usa laudo técnico para pedir revisão de sentença favorável ao rival
Jogos no Maracanã seguem gerando polêmica entre Flamengo e Vasco (Crédito: Alamy Live News)
A disputa pelo Maracanã ganhou um novo capítulo na Justiça do Rio de Janeiro. O Flamengo contestou uma decisão judicial relacionada ao direito de uso do estádio e voltou a afirmar que uma partida entre Vasco e Palmeiras, realizada em abril de 2023, provocou graves danos ao gramado.
A manifestação foi apresentada em um processo que tramita na 47ª Vara Cível da Capital. A ação começou em 2023, quando o Vasco buscou na Justiça autorização para enfrentar o Palmeiras no Maracanã. Na ocasião, o clube conseguiu uma liminar que permitiu a realização do confronto.
No entanto, o processo continuou em andamento. Isso aconteceu porque o Vasco também pretendia obter uma decisão definitiva reconhecendo seu direito de utilizar o estádio nas mesmas condições comerciais oferecidas a Flamengo e Fluminense.
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Justiça reconheceu direito do Vasco ao Maracanã
No último dia 18 de agosto, a juíza Lorena Dutra publicou uma sentença favorável ao Vasco. Em sua decisão, ela considerou que o clube havia comprovado a necessidade de utilizar o Maracanã para a partida contra o Palmeiras.
Um dos argumentos considerados foi a alta procura por ingressos. Como as torcidas de Vasco e Palmeiras estavam esgotando as entradas, a magistrada entendeu que um estádio com maior capacidade seria necessário para atender ao público e contribuir com questões de segurança.
Além disso, a juíza avaliou que o jogo não prejudicaria o estádio. A decisão também levou em conta a sequência de partidas de Flamengo e Fluminense no Maracanã durante os três anos anteriores.
Segundo a sentença, a realização do confronto também não criaria obstáculos ao cronograma de partidas já previstas para o complexo esportivo.
Flamengo apresentou laudo sobre o gramado
O Flamengo, porém, discordou da conclusão apresentada pela Justiça. Para sustentar sua contestação, o clube anexou um relatório elaborado pela Greenleaf, empresa especializada no setor, que havia alertado para os riscos de realizar duas partidas consecutivas no estádio.
“O laudo técnico elaborado pela Greenleaf foi categórico ao alertar que a realização da partida de futebol do dia 23.04.2023 geraria manifesto risco de comprometimento da qualidade do gramado, o que, ao fim e ao cabo, poderia causar lesões físicas aos atletas”, disse o Flamengo, trazendo trechos do documento na petição.
O clube também afirmou que os acontecimentos posteriores ao jogo comprovaram a preocupação apresentada no relatório.
“E a prova de que o parecer elaborado pela Greenleaf estava correto do ponto de vista técnico consiste em um fato deveras singelo: o gramado do Estádio do Maracanã ficou extremamente danificado, repleto de buracos, após a partida de futebol realizada no dia 23.04.2023 por força da tutela de urgência deferida nestes autos”, continuou o Rubro-Negro.
Flamengo quer revisão da sentença
Além do laudo, o Flamengo apresentou reportagens publicadas na época sobre as condições do gramado. O clube também mencionou uma entrevista de um auxiliar do Vasco que teria criticado o estado do campo após a partida.
Dessa forma, o Rubro-Negro voltou a defender que Vasco x Palmeiras prejudicou o gramado do Maracanã e contestou a decisão que não reconheceu esse impacto.
“Não são necessários rios de tinta para comprovar. O laudo emitido pela Greenleaf comprova os graves danos causados ao gramado”, concluiu o Flamengo na petição.
Agora, o clube pede a revisão da sentença. Além disso, relembrou que, em agosto, o Vasco teve outro pedido negado para disputar uma partida contra o Vitória, pela Copa do Brasil, no Maracanã.
Assim, a disputa envolvendo o uso do estádio segue na Justiça, enquanto o Flamengo tenta reforçar sua posição com argumentos técnicos sobre a preservação do gramado.

