Osmar Stábile segue com problemas no Corinthians (Crédito: Brazil Photo Press/Alamy Live News)
O Corinthians não conseguiu cumprir a promessa de pagamento feita à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD). O clube havia se comprometido a quitar uma parcela atrasada até a última segunda-feira, 31 de agosto, mas não conseguiu levantar os recursos necessários. Diante disso, o Cuiabá, principal credor do processo, acionou novamente a entidade e pediu a aplicação de novas medidas contra o Timão.
A manifestação do clube mato-grossense foi apresentada nesta terça-feira. Entre os pedidos feitos à CNRD estão a manutenção do transfer ban, a aplicação de multa e o bloqueio e repasse de receitas e/ou premiações que o Corinthians tenha a receber da CBF.
A cobrança acontece em um momento especialmente delicado para o clube paulista. Afinal, o Corinthians atravessa uma grave crise financeira e encerrou o primeiro semestre de 2026 com déficit de R$ 246 milhões, número 78% acima do previsto.
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Cuiabá critica novo atraso do Corinthians
Na avaliação do Cuiabá, o Corinthians voltou a descumprir uma obrigação depois de assumir um compromisso específico dentro do processo da CNRD. Por isso, o clube entende que novas sanções são necessárias.
A dívida do Corinthians com o Cuiabá é avaliada em pouco mais de R$ 17 milhões. A maior parte do débito está relacionada à contratação do volante Raniele, realizada em janeiro de 2024.
A diretoria corintiana confirmou que continua sem recursos financeiros para arcar com as parcelas previstas no plano de pagamento. Além disso, o clube informou que não possui, neste momento, um prazo para resolver a situação.
Timão esperava arrecadar com venda de jogadores
Uma das alternativas consideradas pelo Corinthians para conseguir dinheiro era negociar jogadores durante a atual janela de transferências. Entretanto, até agora, o clube não concretizou vendas capazes de gerar os recursos esperados.
Enquanto isso, a situação financeira continua provocando problemas. O Timão deve um mês de direitos de imagem aos elencos masculino e feminino, além de premiações que foram acordadas com os atletas.
Em junho, na véspera do vencimento de uma das parcelas do plano, o clube já havia informado que enfrentava dificuldades financeiras e tinha mais de R$ 170 milhões em dívidas para pagar apenas em 2026.
Na ocasião, o Corinthians também citou os efeitos da paralisação do futebol brasileiro durante a Copa do Mundo. Segundo o clube, o período sem partidas prejudicou receitas provenientes de ingressos, patrocínios e mídia digital.
Entenda o acordo da CNRD
Diante das cobranças de clubes, jogadores e empresários, o Corinthians firmou um plano coletivo para pagar os credores na CNRD. A entidade homologou o acordo em abril do ano passado, com previsão de pagamento de R$ 76 milhões.
O clube distribuirá as parcelas para quitação trimestral ao longo de seis anos. A cada pagamento, o clube destinará 80% do valor ao principal credor do processo e os outros 20% ao pagamento de honorários advocatícios.
Além disso, a CNRD já aplicou um transfer ban de seis meses ao Corinthians. A punição impede o registro de novos jogadores durante o período determinado.
Agora, com o novo descumprimento, o Cuiabá busca ampliar a pressão sobre o clube paulista. O pedido de bloqueio de receitas e premiações, portanto, pode representar mais um obstáculo para o Corinthians em meio à tentativa de reorganizar suas finanças.

