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Presidente do Santos admite possível atraso em pagamentos após eliminações: ‘Pode ser que haja’

Marcelo Teixeira reconhece dificuldade para pagar direitos de imagem após perda de receitas da Copa do Brasil e Sul-Americana

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Presidente do Santos admite possível atraso em pagamentos após eliminações: ‘Pode ser que haja’

Marcelo Teixeira pelo Santos. Foto: Jota Erre/AGIF/Alamy

O Santos pode atrasar pagamentos relacionados aos direitos de imagem dos jogadores. O presidente Marcelo Teixeira reconheceu nesta segunda-feira (21) que o clube enfrenta dificuldades de caixa, principalmente depois das eliminações na Copa do Brasil e na Sul-Americana.

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Apesar do cenário, o dirigente garantiu que os salários do elenco estão em dia. Segundo Teixeira, o departamento financeiro procura alternativas para cumprir as demais obrigações previstas para a temporada.

Marcelo Teixeira admite possível atraso no Santos

Os direitos de imagem tinham vencimento previsto para esta segunda-feira. Ao comentar a situação financeira, Marcelo Teixeira não garantiu que o Santos conseguirá realizar o pagamento dentro do prazo.

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“O Santos tem cumprido. Os profissionais têm ciência da dificuldade. De qualquer forma, o financeiro estuda outras alternativas para cumprirmos com as obrigações. Pode ser que haja atraso”, afirmou o presidente.

A situação se agravou porque o clube deixou de contar com receitas previstas para as fases seguintes da Copa do Brasil e da Sul-Americana. Com as eliminações, a diretoria precisa reorganizar o fluxo de caixa para os últimos meses de 2026.

Presidente nega que reforços tenham causado problema no caixa

Marcelo Teixeira também afastou uma relação direta entre as dificuldades atuais e as contratações realizadas pelo Santos. Segundo o dirigente, o clube não precisou fazer investimentos na aquisição dos jogadores que chegaram durante a última janela de transferências.

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“Não tivemos nenhum investimento na aquisição desses jogadores. Tivemos a habilidade dos profissionais do futebol, tanto de scouts, do departamento esportivo e comissão técnica, para encontrar os perfis de jogadores e alcançarmos as importantes contratações para reforçar o grupo”, explicou.

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Além disso, o presidente garantiu que a diretoria pretende respeitar o planejamento financeiro estabelecido para a temporada. “Não tememos. O orçamento será cumprido de acordo com a previsão feita no início do ano”, completou.

Eliminações aumentam dificuldade financeira

A ausência nas fases decisivas das competições eliminatórias representa uma perda de receitas que o Santos poderia obter com premiações e jogos. Por isso, a diretoria trabalha para encontrar novas alternativas de caixa durante a reta final do ano.

Ainda assim, Marcelo Teixeira diferenciou a situação dos direitos de imagem da folha salarial. De acordo com o presidente, os vencimentos dos jogadores permanecem em dia, enquanto existe a possibilidade de atraso especificamente em outras obrigações.

O clube agora concentra sua temporada no Campeonato Brasileiro. Dessa forma, além da importância esportiva, a ausência de outras competições reduz as possibilidades de novas receitas nos últimos meses de 2026.

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Marcelo Teixeira defende trabalho de Cuca

Durante a entrevista, o presidente também avaliou o trabalho de Cuca. Teixeira defendeu o treinador e afirmou que o Santos apresentou evolução desde a pausa provocada pela Copa do Mundo.

“O trabalho do Cuca é importante, de recuperação desse grupo com os resultados que alcançamos. A gente nota, muitas vezes, críticas por não alcançar um resultado, uma vitória. Mas temos que analisar o trabalho como um todo”, declarou.

Segundo o dirigente, a evolução não aconteceu apenas nos resultados. Teixeira destacou que a equipe enfrentava dificuldades físicas antes da pausa, mas considera que o desempenho mudou nos últimos meses.

“Na parada da Copa do Mundo, o Santos tinha grande dificuldade na questão física. Várias contusões, jogadores machucados e não rendia. Não apresentava bom futebol. Hoje o Santos já tem apresentado tecnicamente e no aspecto físico também”, completou.

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