Home Futebol Renê rebate favoritismo de Flamengo e Palmeiras e avisa: “Fluminense não deve nada para ninguém”

Renê rebate favoritismo de Flamengo e Palmeiras e avisa: “Fluminense não deve nada para ninguém”

Lateral reconhece força e investimento dos rivais, mas afirma que cenário muda nos mata-matas e confia no Tricolor

Por Douglas Nunes em 15/09/2026 15:19 - Atualizado há 2 horas

Renê no Fluminense. Foto: SPP Sport Press Photo. /Alamy Live News

O favoritismo atribuído a Flamengo e Palmeiras na temporada não intimida o Fluminense. Às vésperas do confronto decisivo contra o Platense pelas quartas de final da Libertadores, Renê afirmou que o Tricolor possui condições de enfrentar qualquer adversário na competição.

Em entrevista à ESPN, o lateral reconheceu o momento e o poder financeiro dos dois rivais. Entretanto, destacou as diferenças entre uma competição por pontos corridos e um mata-mata para defender as chances do Fluminense na busca pelo título continental.

Renê rebate favoritismo de Flamengo e Palmeiras

Flamengo e Palmeiras aparecem frequentemente como principais candidatos aos títulos da temporada. Para Renê, o investimento e a qualidade dos elencos ajudam a explicar essa avaliação, principalmente quando a análise envolve o Campeonato Brasileiro.

“Tem às vezes sim, o papo [de favoritismo a Palmeiras e Flamengo], mas sobre a Libertadores menos, né? No Brasileirão tem muito essa conversa. São duas equipes que vêm demonstrando sua força, têm um elenco muito forte. Investimento, o momento é bom. Então, acredito que isso tudo ajuda na opinião deles”, afirmou.

Por outro lado, o lateral acredita que o formato da Libertadores reduz essas diferenças. Renê destacou que os confrontos eliminatórios possuem características próprias e aumentam a importância do desempenho dentro de campo.

“Não deve nada para ninguém”, diz lateral do Fluminense

Renê afirmou que o elenco conversa sobre o favoritismo atribuído aos adversários. Ainda assim, o jogador demonstrou confiança na capacidade do Fluminense de competir em igualdade com qualquer possível rival.

“Mas a gente sabe que o futebol ali dentro de campo são 11 contra 11, é tudo igual, principalmente nas copas, onde é um jogo diferente, que não é tão aberto como o campeonato de pontos corridos”, explicou.

“Então, a gente comenta, mas sabe da nossa força, que dentro de campo não deve nada para ninguém”, completou o lateral.

Fluminense tem vantagem importante contra o Platense

Antes de pensar nos possíveis adversários, o Fluminense precisa confirmar sua classificação para a semifinal. O Tricolor enfrenta o Platense nesta terça-feira (15), pelo segundo confronto das quartas de final da Libertadores.

A equipe venceu a partida de ida por 2 a 0 no Maracanã. Dessa forma, pode perder por até um gol de diferença e ainda avançar. Caso o Platense devolva a vantagem de dois gols, a decisão da vaga seguirá para os pênaltis.

Se confirmar a classificação, o Fluminense enfrentará Palmeiras ou LDU na semifinal. Além disso, o chaveamento ainda permite um possível encontro com o Flamengo em uma eventual decisão.

Renê destaca relação com Marcão

O lateral também falou sobre a relação com Marcão. Os dois se conhecem desde a passagem de Renê pelo Sport, quando o atual treinador do Fluminense trabalhava como auxiliar de Oswaldo de Oliveira.

“O Marcão é um cara que eu conheço faz tempo. Foi um dos meus primeiros auxiliares, quando ele trabalhava com o Oswaldo [de Oliveira], nos encontramos lá no Sport. É um cara que sempre teve um carinho muito grande por mim. Vem me dando a oportunidade de estar em campo. Venho fazendo o meu máximo por ele”, afirmou.

Renê também revelou o desejo de ajudar Marcão a conquistar seu primeiro título como treinador efetivo. “É um cara que é querido por todos. Espero que eu, junto com a nossa equipe, possa dar alegria para ele, quem sabe o primeiro troféu como treinador oficial, sem ser interino”, completou.

Renê explica como mudou seu estilo de jogo

Revelado pelo Picos-PI e com destaque posteriormente pelo Sport, Renê também passou por Flamengo e Internacional antes de chegar ao Fluminense. Aos olhos do próprio jogador, essas experiências transformaram seu estilo.

“Acho que tem dois Renês, né? O Renê que surgiu no Sport era muito ofensivo. Batia a linha de fundo, passava todas, dava quebra quase todos os jogos porque jogava numa intensidade muito alta”, relembrou.

Em seguida, explicou a mudança. “Depois tem o Renê que foi para o Flamengo, Internacional e agora está no Fluminense, que é um cara mais construtor, que entende mais o jogo, que joga mais para a equipe. Antes eu jogava muito para mim, pensava muito em mim”, concluiu.

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