Home DESTAQUE MP denuncia Osmar Stabile por apropriação indébita e pede bloqueio de bens

MP denuncia Osmar Stabile por apropriação indébita e pede bloqueio de bens

Promotor acusa presidente do Corinthians de usar recursos do clube para pagar empresa responsável por sua segurança pessoal

Luiz Gustavo Moreira
No jornalismo desde 2011, já foi setorista do Botafogo e do Fluminense pelo Lance! e depois trabalhou em assessorias de imprensa. Respira esporte desde a infância e acompanha todo tipo de competição, principalmente se for de futebol, basquete ou futebol americano.
MP denuncia Osmar Stabile por apropriação indébita e pede bloqueio de bens

Osmar Stabile pode ser impedido de entrar no Corinthians (Crédito: Brazil Photo Press/Alamy Live News)

O Ministério Público de São Paulo apresentou nesta terça-feira uma denúncia contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians. Segundo o órgão, o dirigente teria cometido o crime de apropriação indébita qualificada ao utilizar recursos do clube para contratar uma empresa de segurança particular.

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De acordo com o promotor Cassio Conserino, a empresa Bear Security teria sido contratada para cuidar da segurança pessoal de Stabile e, possivelmente, também de familiares do dirigente.

Conforme a denúncia apresentada pelo MP, o Corinthians realizou pagamentos que somam R$ 721 mil à empresa entre julho de 2025 e agosto de 2026.

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Agora, a Justiça terá de analisar a acusação e decidir se aceita a denúncia. Caso isso aconteça, Osmar Stabile se tornará réu e poderá apresentar provas e indicar testemunhas para sua defesa durante o processo.

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Investigação começou após denúncias de sócios

A investigação contra o presidente do Corinthians foi aberta no mês passado. O procedimento teve início a partir de denúncias apresentadas por sócios do clube, que levantaram questionamentos sobre a contratação da empresa de segurança.

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Para sustentar a denúncia, Cássio Conserino reuniu diferentes elementos. Entre eles estão notas fiscais relacionadas aos pagamentos, além de uma entrevista na qual Stabile teria admitido que o serviço era destinado à sua “segurança VIP”.

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Além disso, o promotor cita registros que mostram seguranças acompanhando familiares do presidente em compromissos particulares. Outro ponto destacado pelo Ministério Público é a alegação de que a Bear Security não teria autorização da Polícia Federal para exercer a atividade.

Dessa maneira, o MP entende que existem elementos suficientes para levar o caso à análise da Justiça.

MP pede bloqueio de R$ 721 mil

Além da denúncia criminal, o Ministério Público solicitou o bloqueio de R$ 721 mil em bens de Osmar Stabile. Segundo a acusação, o Corinthians teria pago esse valor à empresa de segurança durante o período investigado. O órgão também pediu a aplicação de cinco medidas cautelares contra o presidente.

Entre as solicitações está a proibição de acesso às dependências do Timão, além da restrição de contato com testemunhas e dirigentes do clube.

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O MP também quer suspender o exercício de qualquer função associativa de Stabile, principalmente a representação institucional do Corinthians. Com isso, o dirigente ficaria impedido de participar de reuniões, negociações ou atos administrativos relacionados ao clube.

As outras duas medidas envolvem viagens. O promotor pediu que Stabile não possa deixar o país sem autorização judicial e também fique proibido de viajar dentro do território nacional, sem autorização, por período superior a oito dias.

MP já investiga outra empresa de segurança

O caso envolvendo a Bear Security não é a única apuração do Ministério Público relacionada à segurança do Corinthians.

O órgão também conduz uma outra investigação sobre a contratação de uma empresa para prestar serviços de segurança ao clube. Portanto, existem atualmente diferentes questionamentos envolvendo contratos dessa natureza no Timão.

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Por enquanto, a Justiça ainda precisa analisar a denúncia contra Osmar Stabile. Caso o órgão aceite a denúncia, o processo seguirá para as próximas etapas, com direito à defesa, apresentação de provas e indicação de testemunhas pelo presidente do Corinthians.

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