Atacante fez oito gols pelo Vasco (Crédito: Thiago Ribeiro/AGIF via AP/Alamy Live News)
O Vasco enfrenta novas cobranças financeiras relacionadas a antigos jogadores. O clube reconheceu na Justiça uma dívida de aproximadamente R$ 1,7 milhão com o atacante Ribamar e também recebeu um pedido de habilitação de crédito de cerca de R$ 3,2 milhões apresentado pelo ex-zagueiro Leandro Castán. As duas situações estão relacionadas à recuperação judicial do Cruzmaltino.
Os processos aumentam a lista de compromissos financeiros que o clube precisa administrar. Enquanto busca reorganizar suas contas, a diretoria também encaminhou a venda da SAF à Almirante Participações, empresa ligada ao empresário Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.
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Vasco admite dívida de quase R$ 2 milhões com Ribamar
O Vasco reconheceu um débito de R$ 1.731.796,54 com Ribamar, atacante que atuou no clube entre 2019 e 2020, marcando oito gols em 64 partidas. A manifestação ocorreu na semana passada, durante um pedido de habilitação de crédito apresentado pelo jogador para entrar na recuperação judicial.
Anteriormente, o clube já havia sido condenado pela Justiça do Trabalho a indenizar o atleta em um processo que tramitou na 17ª Vara do Rio de Janeiro. Na manifestação recente, o Vasco concordou com a inclusão de R$ 1.587.827,28 como crédito do atacante. Outros R$ 143.969,26 deverão ser solicitados em um pedido separado.
A administração judicial, por sua vez, defendeu a habilitação de R$ 1.266.406,02, valor inferior ao reconhecido pelo clube. O cálculo vascaíno considera correções até julho de 2025. Com a incidência de novos juros e atualizações, a dívida pode chegar a R$ 2 milhões.
Durante a passagem, Ribamar não conseguiu se firmar como titular absoluto nem conquistar a preferência da torcida. Atualmente, o atacante defende o Viettel FC, do Vietnã.
Leandro Castán cobra R$ 3,2 milhões na Justiça
Além do débito com Ribamar, o Vasco enfrenta uma cobrança apresentada por Leandro Castán, ex-zagueiro que atuou pelo clube. O pedido de habilitação retardatária de crédito na recuperação judicial envolve aproximadamente R$ 3,2 milhões.
Desse total, R$ 2.975.428,72 correspondem à Castan Assessoria Esportiva, responsável pela imagem do ex-atleta, enquanto R$ 285.074,37 são cobrados pelo advogado João Henrique Chiminazzo, que representa Castán e outros jogadores.
A dívida surgiu de um acordo firmado em 2022, durante a rescisão contratual. Na ocasião, o Vasco reconheceu um débito de aproximadamente R$ 2 milhões e se comprometeu a quitá-lo em 66 parcelas. Entretanto, o clube pagou apenas duas, e o atraso gerou juros, multa e correções.
Em janeiro de 2025, Castán iniciou uma execução extrajudicial para cobrar os valores, um mês antes do pedido de recuperação judicial do clube. Segundo o ex-zagueiro, a demora na emissão de certidões contribuiu para que o crédito ficasse fora da relação inicial de credores.
Venda da SAF entra no cenário financeiro do Vasco
Segundo as informações divulgadas, o processo de Castán ainda não citava o clube. Paralelamente, o Vasco encaminhou a venda de sua SAF à Almirante Participações, do empresário Marcos Lamacchia, filho de José Roberto Lamacchia, fundador da Crefisa, e enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras.
O acordo prevê a constituição de um seguro bancário de R$ 324 milhões, valor equivalente à dívida da SAF na recuperação judicial. Dessa forma, as cobranças de antigos jogadores se somam aos desafios financeiros enfrentados pelo Cruzmaltino durante o processo de reorganização do clube.

