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STJD não denunciará Lucho Acosta, do Fluminense, por suspeita de manipulação no Brasileirão

Meio-campista argentino não será denunciado por suspeita de manipulação em partida do Brasileirão

Gabrielle Junqueira
Gabrielle Junqueira possui cerca de sete anos de experiência na área de jornalismo, com ênfase na produção de conteúdo para rádio, televisão e portais de notícias nacionais e internacionais. Formada em Jornalismo com ênfase em Multimídia pelo Centro Universitário UNA no ano de 2020. Atualmente, sua atividade principal reside na análise de partidas e do desempenho de equipes em seus respectivos campeonatos ao redor do mundo. Em sua trajetória profissional, Gabrielle também teve a oportunidade de atuar em meios de comunicação como a Associação Mineira de Rádio e Televisão (AMIRT), atendendo a mais de 400 emissoras do Estado.
STJD não denunciará Lucho Acosta, do Fluminense, por suspeita de manipulação no Brasileirão

Lucho Acosta não será denunciado no STJD sobre apostas contra o Bragantino. Foto: SPP Sport Press Photo/Alamy Live News

A investigação sobre suspeita de manipulação envolvendo Lucho Acosta, do Fluminense, foi arquivada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) nesta quinta-feira (8), conforme informações do GE. A apuração tratava do volume anormal de apostas em um cartão amarelo recebido pelo argentino contra o Bragantino.

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Contudo, o tribunal não encontrou indício de que o jogador tenha se beneficiado da operação e, por isso, não vai apresentar denúncia contra o argentino. Vale destacar que a apuração durou cerca de dois meses e meio, período em que o jogador participou de reuniões e prestou depoimentos com acompanhamento jurídico do clube.

Como começou a investigação sobre Lucho Acosta

O alerta surgiu depois do empate por 1 a 1 entre Fluminense e Bragantino, em 17 de julho, no Maracanã, pela 19ª rodada do Brasileirão. De acordo com o UOL, a Stake identificou uma concentração incomum de apostas no cartão do meia e comunicou a Sportradar, responsável pelo monitoramento da competição por contrato com a FIFA.

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Isto é, Lucho Acosta foi advertido aos 47 minutos do segundo tempo, durante um tumulto entre os jogadores. O argentino empurrou Lucas Barbosa e, na sequência, também trocou empurrões com Gustavo Marques. O lance em campo e a movimentação nas apostas passaram a ser examinados para verificar se existia uma relação entre os dois fatos.

Desta forma, em julho, o Fluminense confirmou o recebimento de uma notificação sigilosa da CBF e declarou que estava disponível para colaborar com as autoridades. “O atleta negou participação em qualquer tipo de irregularidade”, afirmou o clube na nota.

CBF encaminhou o alerta à polícia e ao Ministério Público

Em comunicado divulgado em 28 de julho, a CBF explicou que recebeu o alerta da Sportradar por intermédio da FIFA. Além disso, a entidade informou ter repassado o material em menos de 72 horas à Polícia Federal, ao Ministério Público do Rio de Janeiro e aos órgãos disciplinares do futebol.

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Portanto, além do STJD e de sua Procuradoria, a Comissão de Ética do Futebol Brasileiro recebeu as informações. A confederação também pediu dados adicionais para aprofundar a análise do episódio. Na sequência, a CBF informou que “solicitou à FIFA relatório circunstanciado com mais informações sobre o caso”.

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Argentino recebeu advertência em outro processo no STJD

Aliás, a investigação sobre apostas correu separadamente do julgamento dos empurrões contra o Bragantino. Nesse processo disciplinar, Acosta e Freytes foram absolvidos inicialmente, mas a Procuradoria recorreu da decisão.

Em 31 de julho, o Pleno do STJD aplicou aos dois jogadores a pena de um jogo de suspensão, convertida em advertência. Na mesma sessão, o tribunal manteve dois jogos de suspensão para John Kennedy e multa de R$ 10 mil ao Fluminense pelo tumulto.

Como funciona o monitoramento de apostas suspeitas

A Sportradar explica que monitora variações de odds em mais de 600 casas de apostas, dados de operações e informações fornecidas por operadores. Uma equipe de especialistas analisa os padrões encontrados antes de comunicar os parceiros. Sendo assim, os relatórios identificam mercados afetados e fornecem pistas para as investigações.

Mas, no caso de Acosta, a movimentação motivou a apuração, porém, segundo o GE, a análise terminou sem indício de benefício ao jogador. Inclusive, outro episódio já havia mobilizado a Conmebol em maio, quando um alerta de apostas suspeitas em jogo do Fluminense na Libertadores envolveu o cartão de Tomás Bottari, do Independiente Rivadavia.

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O caso arquivado pode voltar ao STJD

Por fim, o procedimento pode ser reavaliado se surgirem novos elementos. Assim, o clube e o jogador continuam atentos aos possíveis desdobramentos, mesmo após o encerramento desta etapa.

Better Collective