Repórter da TV Globo por mais de 30 anos, Mauro Naves, que agora se aventura na função de comentarista, se dividindo entre Fox Sports e ESPN Brasil, ambas emissoras que pertencem ao Grupo Disney, admitiu que existe muita vaidade no meio televisivo. Questionado em qual meio, entre futebol e TV, ele acredita ter mais trairagem, Mauro não titubeou.
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“Na TV tem muito ego. Eu fico sempre preocupado com isso. Eu nunca fui vaidoso. Nunca fui mordido pela mosquinha televisiva, tanto é que eu cheguei aqui para fazer uma carreira e quando primo falou que eu podia ganhar mais dinheiro com confecção, eu fui abrir uma confecção. Depois quebrei a cara e voltei, e claro, gosto muito de tudo o que eu fiz. Mas tem o ego, né. Às vezes a trairagem vem por muita vaidade, talvez na TV mais do que no futebol, disse Mauro Naves em entrevista ao Bolívia Talk Show, do canal Desimpedidos, no YouTube.
Questionado sobre quem, atualmente, é o melhor narrador, o melhor repórter e o melhor comentarista, Mauro Naves não precisou pensar duas vezes para escolher os dois primeiros. “Melhor repórter é o Tino Marcos. Melhor narrador é o Galvão Bueno”, disse o jornalista, que evitou apontar o melhor comentarista.
“Agora eu estou conhecendo os comentaristas das duas casas novas [Fox Sports e ESPN]. Eu ficava só assistindo, então eu vou ficar fazendo referência a Casagrande, Júnior e ao pessoal da Globo porque eu acompanhava muito mais eles do que Zinho, Edmundo [Paulo] Calçade e etc. Então essa [de melhor] comentarista eu vou deixar em branco porque eu preciso conhecer mais os que estão agora tanto na Fox como na ESPN porque as minhas referências são muito do passado”, acrescentou.
Pedido para se auto indicar como melhor comentarista da atualidade, Mauro Naves destacou que ainda está começando na função. “Não deu tempo ainda de deslanchar. É uma praia completamente diferente. Aproveitando a pandemia, eu estou lendo livros, principalmente, lá de fora. Lendo livros dos técnicos e vendo séries dos times porque eu era muito focado no futebol brasileiro. Eu não tinha que comentar nada lá de fora.”
“É evidente que eu tinha que saber onde joga o Messi, o Cristiano Ronaldo, quem é o Mbappé, Premier League… eu acompanhava, mas sem aquela profundidade. Tenho aproveitado para me aprofundar porque é outra praia. Uma coisa é você noticiar, outra coisa é comentar o que foi noticiado, e aí você não pode ser muito raso. Tem que ter um pouco de profundidade para não ficar só no achismo. E mesmo assim a gente erra muito”, completou.
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