Home Futebol Ex-presidente do Flamengo revela jogadores que “protegeu” no clube: “A maioria são negros”

Ex-presidente do Flamengo revela jogadores que “protegeu” no clube: “A maioria são negros”

Bandeira de Mello garantiu respaldo para nomes que estavam sendo perseguidos no Flamengo

Bruno Romão
Bruno Romão atua como redator do Torcedores.com na cobertura esportiva desde 2016. Com enfoque em futebol brasileiro, futebol internacional e mídia esportiva, acumula experiência em eventos como Copa do Mundo e Olimpíadas. Possui diploma de bacharelado em Jornalismo pela Universidade Estadual da Paraíba.

Responsável por dirigir o Flamengo entre 2013 e 2018, Bandeira de Mello “arrumou a casa” e influenciou no sucesso do clube nos anos seguintes. Sendo assim, em entrevista ao Charla Podcast, o ex-presidente do Rubro-Negro recordou que a missão não foi fácil, já que dificuldades financeiras e extracampo tornaram o trabalho árduo nos bastidores.

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Se aprofundando sobre a postura como mandatário máximo, Bandeira de Mello revelou quais jogadores “protegeu” no Flamengo, grupo que contou com a maior parte de atletas negros. Porém, a postura não se relacionou a escalação, mas ocorreu para que os nomes em questão não sofressem com as críticas pesadas da imprensa e torcida. Um deles, inclusive, ainda se encontra no elenco.

“Se tem uma coisa que me tira do sério é covardia, perseguição. Seja com jogador, colega do banco, parente, amigo. Crítica é algo completamente normal, é do jogo. Mas quando parte para a humilhação, é claro que precisa fazer um esforço para respalda esses jogadores. Então, aconteceu lá no Flamengo com Márcio Araújo, Rafael Vaz, Gabriel, (Alex) Muralha, Rodinei até hoje (sofre). A maioria são jogadores negros que sofrem esse tipo de covardia e efetivamente eu não consigo ficar calado”, disse.

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DISCURSO PARA O PLANTEL DO FLAMENGO

Além disso, Bandeira de Mello relatou o discurso que fez para o elenco depois da situação ficar praticamente insustentável. Sendo assim, todo o plantel do Flamengo concordou que os jogadores mais criticados deveriam ser blindados pelo clube.

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“Certa vez, após um jogo, quando essa hostilidade estava recrudescendo, eu falei com os jogadores reunidos: ‘Vocês não se deixem abater por esse tipo de situação, porque vocês não merecem isso e são profissionais íntegros. Então deixem isso comigo. Eu defendo vocês. Vocês serão meus protegidos’. Ao proteger os jogadores humilhados, eu estava protegendo todos, e eles concordaram. O que acontece hoje com um jogador, amanhã pode acontecer com outro”, contou.

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