Em sua coluna na Betfair.net, Rivaldo analisou o início do Brasileirão 2022. De forma surpreendente, Palmeiras, Atlético-MG e Flamengo não iniciaram a competição da forma esperada, já que nenhum dos favoritos ao título, atualmente, se encontra no G-4. Sendo assim, o pentacampeão do mundo exaltou o início do Corinthians, atual líder isolado na tabela, mas não incluiu o Timão entre os candidatos para faturar o troféu.
Apesar disso, Rivaldo apontou que os pontos conquistados pelo Corinthians no início serão importantes na reta final do Brasileirão. Em sua visão, Palmeiras, Atlético-MG e Flamengo vão conseguir se recuperar no campeonato e disputar, entre si, a taça nacional, já que devem emplacar vitórias na sequência.
“O Timão terminou a 5ª rodada do Brasileirão 2022 na liderança da tabela após quatro vitórias em cinco partidas assim se mostrando o time mais sólido até esse momento, no entanto, o Brasileirão sempre tem muitas mudanças no topo a cada temporada“, escreveu.
“Times fortes que não começaram bem como o Palmeiras, Flamengo ou Atlético-MG vão certamente ter fases de vitórias consecutivas que os aproximará do topo, então, eu acredito que o líder ainda vai sofrer muitas mudanças até final. De qualquer forma, o Corinthians precisa de reconhecimento por sua boa entrada no torneio e isso pode ser importante para dar uma ‘gordurinha extra’ para fases onde as coisas não vão tão bem dentro de campo”, completou.
Que vagabundo chora
Que vagabundo ama
Que também sente falta
Que toma @BrahmaCerveja e também toma gaia… 🎶 pic.twitter.com/1dgU3FoAiz— Brasileirão Assaí (@Brasileirao) May 10, 2022
SEQUÊNCIA DE JOGOS NO BRASIL
Além disso, Rivaldo criticou o atual calendário do futebol brasileiro. Mediante a sequência frenética de jogos, os treinadores passam a ser cada vez mais cobrados por resultados, algo que resultou, recentemente, na demissão de Fábio Carille, que deixou o Athletico após 21 dias no cargo. Diante disso, o ex-jogador sugeriu que algumas partidas da temporada sejam cortadas para que os clubes fiquem menos pressionados ao longo do ano.
“Nos últimos tempos e após a chegada de muitos treinadores estrangeiros, o tema do grande volume de jogos numa temporada do futebol brasileiro voltou a estar em foco. Mas isso é um problema antigo que já vem desde os tempos em que eu jogava no país, e apesar de hoje os estaduais já não terem tantos jogos, a verdade é que a soma final de uma temporada nos dá uma quantidade de jogos muito alta e desgastante para treinadores e jogadores”.
“Além disso, hoje imprensa e torcidas são cada vez mais exigentes nos resultados e fica difícil para os técnicos fazerem um maior revezamento do elenco pois se as coisas correrem mal será seu lugar que fica em risco. Eu sou da opinião de que deveria existir uma redução no número de jogos numa temporada, porém, também reconheço que não será fácil decidir onde ‘cortar’ alguns jogos. Penso que será um trabalho a desenvolver no futuro entre as organizações dos torneios e os próprios clubes”, analisou.

