A procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) denunciou e agora o Corinthians será julgado na próxima quinta-feira, dia 23 de junho, em razão de gritos homofóbicos expressados por parte de seus torcedores presentes ao clássico diante do rival São Paulo.
O duelo aconteceu no domingo dia 22 de maio, na Neo Química Arena, e terminou empatado pelo placar de 1 x 1, válido pela sétima rodada da Série A do Campeonato Brasileiro.
Na ocasião, o árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio relatou em súmula ao final da partida gritos homofóbicos de parte da torcida corintiana, além de moedas e um isqueiro arremessados na direção do lateral são-paulino Reinaldo. O clássico também ficou paralisado no segundo tempo devido à forte fumaça provocada por sinalizadores.
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O Corinthians foi denunciado pelos procuradores do STJD de acordo com o conteúdo do código disciplinar que se enquadra no artigo 243. Confira abaixo:
Artigo 243 G do Código Brasileiro de Justiça Desportiva: “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.
Como punição, o Corinthians pode perder os pontos obtidos na partida em questão (no caso, um) e ter de pagar multa que pode chegar à R$ 100 mil.
Para Duílio Monteiro Alves, presidente do Timão, o clube é totalmente contrário a esse tipo de manifestação, que não faz o menor sentido em pleno ano de 2022.
“A gente é totalmente contrário a este tipo de cântico, da mesma forma que falei do racismo. A gente vem conversando com os torcedores, fazendo campanhas contra a homofobia. Todas as vezes que a torcida cantou (no clássico contra o São Paulo), colocamos no telão, a locutora do estádio reprimiu, porque não achamos correto”, disse o dirigente ao portal “GE.Globo”. E completou:
“O futebol está mudando no próprio jogo, depois dos avisos a torcida mudou o canto. Temos que insistir, a imprensa é muito importante nisso para que a gente acabe com qualquer tipo de discriminação. Estamos em 2022, isso não faz sentido”.
Além dos gritos homofóbicos no último clássico Majestoso, no mesmo julgamento da próxima quinta (23), o Corinthians também será ouvido por “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir desordens em sua praça de desporto e lançamento de objetos no campo ou local da disputa do evento desportivo”.
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— Torcedores.com (@Torcedorescom) June 16, 2022

