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Estudo aponta aumento de risco cardíaco durante jogos do Brasil em Copas do Mundo

Pesquisas no Brasil e na Europa mostram que partidas decisivas podem elevar internações

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Estudo aponta aumento de risco cardíaco durante jogos do Brasil em Copas do Mundo

Raphinha na estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo (Crédito: SPP Sport Press Photo/Alamy Live News)

A Copa do Mundo provoca emoções extremas em um espaço curtíssimo de tempo. No entanto, essa montanha-russa emocional afeta muito mais do que o seu humor. Pesquisas no Brasil e no mundo mostram que ela mexe diretamente com a saúde do coração.

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Com certeza você já sentiu o peito acelerar em uma disputa por pênaltis. Isso é normal. Porém, fortes emoções funcionam como gatilhos perigosos. Elas aumentam o risco de infarto, principalmente em quem já tem problemas de saúde.

Nesta sexta-feira (19/06) tem mais um jogo do Brasil. Saiba tudo do confronto com o Haiti.

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USP confirma: risco sobe nos jogos do Brasil

Pesquisadores da USP analisaram as internações hospitalares entre as Copas de 1998 e 2010. Os dados impressionam.

Durante as partidas da Seleção Brasileira, o risco de complicações cardíacas subiu até 16%. Além disso, as internações por problemas do coração cresceram 9% no período do Mundial.

Portanto, jogos tensos com prorrogação e pênaltis realmente sobrecarregam o corpo. Os especialistas apontam que essa carga de ansiedade é intolerável para organismos mais vulneráveis.

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O fenômeno se repete pelo mundo

Esse perigo não é exclusivo do Brasil. Cientistas do Reino Unido também estudaram o impacto da eliminação da Inglaterra na Copa de 1998.

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Como resultado daquela derrota dolorosa para a Argentina, as internações por infarto saltaram 25% nos três dias seguintes. Ao todo, foram cerca de 270 hospitalizações extras.

Da mesma forma, a Holanda registrou um aumento de mortes cardíacas após ser eliminada da Eurocopa em 1996. Ou seja, a dor da derrota atravessa fronteiras e sufoca o peito.

No estádio, a pressão é ainda maior

Quem torce na arquibancada sente o impacto na pele. Para provar isso, uma pesquisa realizada pela Universidade de Bielefeld, na Alemanha, monitorou 229 torcedores utilizando relógios inteligentes durante jogos do DSC Arminia Bielefeld.

Os resultados mostraram diferenças significativas. Quem assistiu às partidas no estádio apresentou frequência cardíaca média de 94 batimentos por minuto. Entre os torcedores que acompanharam os jogos pela televisão, a média foi de 79 batimentos.

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O resultado foi claro. Quem estava no estádio registrou uma frequência cardíaca média de 94 batimentos por minuto.

Por outro lado, quem ficou no sofá de casa manteve uma média de 79 batimentos. Fica evidente, então, que viver a emoção de perto exige muito mais do motor do seu corpo.

Por que o corpo reage assim?

A culpa é da adrenalina e do cortisol. Em momentos de pura tensão, o organismo libera esses hormônios para nos preparar para o perigo.

Consequentemente, a pressão arterial sobe e os vasos sanguíneos se contraem. Para a maioria, o efeito passa rápido.

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Contudo, para quem já tem o coração frágil, o risco é real. Para piorar, o torcedor costuma exagerar no álcool, esquecer de beber água e enfrentar o calor. Essa combinação é perigosa.

Sinais de alerta

Sentir o coração acelerar faz parte do jogo. Mas você deve ficar atento aos sinais que o seu corpo envia durante a transmissão.

Dor ou aperto no peito, falta de ar intensa, tontura, desmaio, náuseas e suor frio exigem cuidado. Caso esses sintomas surjam, não espere o jogo acabar e busque ajuda médica imediatamente.

O verdadeiro vilão está no dia a dia

É importante destacar que o futebol sozinho não causa infarto. Ele apenas aciona uma bomba que já estava armada.

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Em outras palavras, os verdadeiros inimigos continuam sendo o sedentarismo, o cigarro, a má alimentação, a pressão alta e o colesterol elevado.

Portanto, cuide da sua saúde no dia a dia. Assim, você garante fôlego de sobra para torcer em muitas outras Copas.

Better Collective