Luis Castro não tem tido vida fácil no Botafogo. Convivendo com os altos e baixos da equipe, o treinador tem seu trabalho questionado.
Prova disso, é que o ex-treinador do Fogão, Renê Simões avalia o trabalho do profissional de 61 anos.
“Vejo os treinadores portugueses muito rígidos em algumas coisas das não abrem mão. O fato de eles não ‘balançarem a cintura’ faz com que essa adaptação seja um pouco mais difícil. Se (Luís Castro) fosse um treinador brasileiro e a direção fosse brasileira, ele já não estaria aqui há muito tempo”, garantiu René Simões em declarações ao programa Samba que é gol no Youtube.
Renê sabe do que está falando, afinal dirigiu o Glorioso, em 2014, e naquela temporada levou o alvinegro a final do Campeonato Carioca.
“Não conheço muito o treinador do Botafogo e me parece que não tinha orientado nenhuma equipe. Acho que sempre foi coordenador ou diretor, que são posições completamente diferentes. Além disso, trouxeram muitos jogadores ao mesmo tempo. Isso tudo é muito difícil. Há ainda a cultura brasileira da pessoa ter de se adaptar a isso. É preciso adaptação à cultura do país”, sublinhou na mesma entrevista.
Renê Simões: carreira
Além do Botafogo, Renê dirigiu clubes como Fluminense, Figueirense, Vitória, Ceará, Portuguesa. Seu último trabalho foi no Coritiba como diretor técnico.
Mas foi no comando de seleções que ele mais se destacou: primeiro, por classificar e comandar a Jamaica na Copa do Mundo de 1998. Essa é, até hoje, a única participação do país caribenho em Copas.
Outra campanha de destaque foi quando ele levou a seleção brasileira feminina do Brasil a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas em 2004.

