O Cruzeiro pode ser ver mais uma vez alvo de problemas por supostas irregularidades em processos do clube. Desta vez é o processo de recuperação judicial do clube que foi alvo de notícia-crime e de pedido de liminar do Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG) para suspender a assembleia marcada para o próximo dia 7 com os credores
O #MPMG recebeu ontem notícia-crime de credores da Recuperação Judicial do @Cruzeiro sobre possíveis irregularidades no procedimento. Em razão disso, a 3ª Promotoria de Justiça de BH instaurou Notícia de Fato para apurar o caso.
— MPMG (@MPMG_Oficial) November 29, 2022
Segundo o GE, o pedido de suspensão veio através de uma notícia-crime que teve vários credores do clube como autores, entre eles Maurinho e Soares (ex-jogadores) e Enderson Moreira (treinador). De acordo com as informações, a notícia-crime e o pedido do MP teriam como fator uma suposta tentativa de fraude ao colocar credores que já haviam sido pagos pela Raposa na lista daqueles que teriam pendências com o Cruzeiro.
As provas teriam sido já enviadas ao MP por estes credores e, segundo a notícia-crime, teria como justificativa retirar da lista de credores pessoas ou grupos que ainda teriam créditos a receber e colocar outras com débitos já quitados. Dentre estes, estariam dois clubes (Goytacaz e Criciúma), o jogador Gonzalo Latorre e empresas responsáveis por agenciar atletas.
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Com base nisso, é feito o pedido para que a reunião marcada para o dia 7 para reunir os credores do Cruzeiro e votar o plano de recuperação judicial do clube seja suspenso para as supostas fraudes sejam investigadas e todos os credores possam ter a ciência de que estão incluídos no plano de forma que as dívidas que existam sejam pagas.
Por precaução, o #MPMG também apresentou à 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte pedido liminar de suspensão da assembleia de credores, marcada para os dias 7 e 15 de dezembro.
— MPMG (@MPMG_Oficial) November 29, 2022
Além disto, há ainda outra alegada irregularidade no processo da assembleia segundo o MP. Neste caso, uma empresa chamada Neofase teria sido contratada pelos cruzeirenses para poder, de acordo com a petição, cooptar votos junto a credores para aprovar o plano.
Tal ‘cooptação’ seria feita através de procurações de credores que estariam em posse da empresa. Por conta dos indícios, o MP espera que a Raposa acate o pedido e suspenda tal votação até que todas as denúncias da notícia-crime sejam averiguadas;

