Mesmo evitando uma derrota contra o São Paulo, que encerraria o longo tabu na Neo Química Arena, o Corinthians segue em situação de alerta. Além do futebol apresentado em campo não ser nada animador, Casagrande lamentou os gritos homofóbicos que foram entoados no estádio. Por conta disso, o confronto foi paralisado no segundo tempo e, em alguns momentos, ficaram ainda mais fortes.
Diante disso, Casão classificou o episódio como “vergonha” e cobrou Duílio Monteiro Alves. Anteriormente, o presidente do Corinthians bancou a contratação de Cuca, mas a pressão envolvendo o treinador, condenado na Suíça, motivou o desligamento.
“Cantos homofóbicos na partida contra o São Paulo, na Neo Química Arena, no empate por 1 a 1. Presidente que contrata um treinador (Cuca) condenado por envolvimento em um estupro de uma menina de 13 anos, na Suíça, em 1987. E a equipe de futebol na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro (…) Foi uma vergonha o que aconteceu no estádio no domingo (14), porque mesmo com todo o movimento para terminarmos com a homofobia, o machismo e o racismo, uma torcida vai e faz ataques homofóbicos contra uma outra equipe, porque não havia torcida tricolor no estádio (é proibido).“, escreveu Casagrande em sua coluna no UOL Esporte.
Na sequência, Casão apontou que Duílio é “refém das redes sociais” e possui forte contribuição nas duas crises que o Corinthians atravessa. Na visão do comentaristas, o mandatário máximo compactua com os atos de preconceito e não se importa com o passado dos profissionais que contrata.
“Óbvio que o presidente Duílio Monteiro Alves não tem competência e nem personalidade para estar no cargo, sem contar que é refém das redes sociais.. Só não podemos dizer que o Corinthians atual é hipócrita, porque a presidência e alguns torcedores se comportam coerentemente, dando aval para a aceitação de condenados por estupro e gritos preconceituosos. O Sport Club Corinthians Paulista está no Z4 em todos os sentidos. Não acredito que o time caia, mas a recuperação moral só começará com a saída do grande responsável por tudo o que está acontecendo. A crise moral e futebolística tem nome e sobrenome: Duilio Monteiro Alves.”, finalizou.

