O jornalista Mauro Cezar Pereira não aprovou a “lei do silêncio” imposta pela diretoria do Palmeiras no compromisso diante do Flamengo neste final de semana, em confronto da 14ª rodada do Brasileirão. Após o resultado de 1 a 1, os jogadores e comissão técnica do time palestrino não conversaram com a imprensa. A cena já havia sido vista antes da bola rolar no Allianz.
No programa “Canelada”, da rádio Jovem Pan, Mauro Cezar cobrou uma postura mais enérgica da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), para que a postura de silêncio, algo que desobedece o regulamento, não se torne tendência entre os clubes.
“A coletiva faz parte do pacote dos direitos de transmissão. O mesmo acontece com a Fórmula 1. Você imagina se amanhã vários clubes adotaram isso por uma conveniência, fica muito simples. Um detalhe que eu acho importante no caso do Palmeiras é que eles não erram. É muito cômodo porque eles não erram. Quando perdem a culpa é da arbitragem, não precisa dar entrevista. É bom né? Você nunca tem culpa.
“É uma coisa meio maluca. A CBF precisar ter algum tipo de atitude, por que se está no regulamento, ou ela faz isso ou você vai ter uma bagunça. Fica muito cômodo. Esse é um caminho muito perigoso”, complementou Mauro.
AGENDA DO PALMEIRAS
Depois do empate diante do Flamengo, o Verdão volta todos os holofotes para o Choque-Rei diante do São Paulo, agendado para a próxima quinta-feira (13), no Allianz Parque, que vale uma vaga na semifinal da Copa do Brasil.
Por ter perdido o jogo de ida pelo placar de 1 a 0, o time palestrino precisa triunfar por dois ou mais tentos nos 90 minutos para ficar com a classificação direta. Qualquer vitória por um gol de frente, a disputa vai para as penalidades. O Tricolor, por sua vez, precisa de um simples empate para avançar.

