Casagrande, ex-jogador e comentarista (Reprodução)
Casagrande acredita que Corinthians e Grêmio vão protagonizar duas guerras nas oitavas de final da Copa do Brasil. Além da disputa pela vaga ao longo dos 180 minutos, o ex-jogador enxerga um ambiente engatilhado para reclamações. Isso porque, recentemente, os recentes confrontos pela Série A foram alvo de bastante polêmica.
Neste contexto, Casagrande antecipou que existe uma grande margem para insatisfações de ambos os lados. Por conta disso, a expectativa é de um confronto bastante pegado e com os nervos à flor da pele antes, durante e depois dos embates.
“Para mim, o jogo vai ser uma guerra. Uma guerra de jogadas, divididas e carrinhos, e guerra de reclamação. Os dois times prepararam esse terreno de reclamações e favorecimentos. Essa guerra tá pronta. A tendência é ser um jogo de divididas, mas a guerra de reclamações está preparada.”, disse Casão, em live do UOL Esporte.
Diante da indignação pelo duelo na Neo Química Arena, o Grêmio vai cobrar explicações junto à CBF. Segundo o Tricolor, os erros claros cometidos pela arbitragem são passíveis de justificativas, motivo pelo qual também houve um “pedido de providências”.
“O Grêmio ingressou com reclamação formal e pedido de providências junto à presidência da Confederação Brasileira de Futebol e à presidência da Comissão de Arbitragem referente aos erros identificados no transcorrer da última partida pelo Campeonato Brasileiro, diante do Corinthians, em São Paulo.”, informou o clube.
Corinthians demonstra preocupação junto à CBF
Pelo lado do Corinthians, existe um temor que o Grêmio seja beneficiado. Em ofício encaminhado para a CBF, o Timão considera que a proximidade entre Renato Gaúcho e Marcelo de Lima Henrique, árbitro da primeira partida, não é benéfica. Nas redes sociais, uma troca de presentes entre as partes, após a marca de 1000 jogos apitados, começou a ser veiculada como um sinal de alerta.
“A relação entre o técnico de futebol e o árbitro deve ser pautada pelo respeito mútuo e, sobretudo, pela distância necessária para garantir a imparcialidade e a justiça no desenrolar do jogo. A proximidade excessiva pode gerar interpretações equivocadas e suspeitas desnecessárias por parte dos jogadores, torcedores e demais envolvidos no espetáculo”, indicou Leonardo Pantaleão, diretor jurídico do Corinthians.

