Rodolfo Landim é o presidente do Flamengo (Gilvan de Souza / Flamengo)
Rodolfo Landim pediu que o estádio do Flamengo não seja “batizado” ainda pelos torcedores ou pela imprensa esportiva.
O presidente do clube, que assinou a compra do terreno do Gasômetro por leilão na quarta-feira (31), destacou que o Flamengo busca interessados nos naming rights da casa própria rubro-negra.
“Espero que ninguém nem apelide o estádio por enquanto porque vale muito dinheiro. Vai depender das negociações que vamos fazer para buscar interessados que queiram associar o nome ao estádio”, deixou claro Landim em trecho divulgado pelo UOL.
“O nome será o que vamos negociar com um grande interessado que possa aportar recursos para ajudar a construir.”
Especialista explicou desejo do Flamengo
Em entrevista ao UOL, o profissional da área do marketing, Ivan Martinho, citou estádios brasileiros que possuem “apelidos” e como isso atrapalha na negociação dos naming rights.
“Itaquerão, Engenhão, Mineirão, Arena da Baixada, Mangueirão, entre outros, exemplificam a cultura da torcida brasileira de apelidar estádios e que muitas vezes tais referências acabam sendo adotadas pela mídia especializada, criando assim um batismo natural que sem dúvida se torna um obstáculo para comercialização de naming rights, já que a marca interessada já começa com o desafio de rebatizar e não batizar o equipamento”, apontou Martinho, que seguiu:
“A Neoquímica Arena já completa quase quatro anos, mas ainda segue sendo chamada por muitos de Itaquerão, apelido usado nos primeiros seis anos.”
O Flamengo negociou a compra do terreno no Gasômetro por leilão. O local pertencia à Caixa Econômica Federal. A expectativa é que o estádio próprio do time carioca seja inaugurado em novembro de 2029, porém, o próprio Rodolfo Landim admitiu que tem a expectativa da inauguração para um ano antes, em novembro de 2028.

