Home Futebol Breno Bidon obtém cidadania italiana e amplia portas para atuar na Europa

Breno Bidon obtém cidadania italiana e amplia portas para atuar na Europa

Meio-campista do Corinthians deixa de ocupar vaga de estrangeiro e ganha força no mercado internacional

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Breno Bidon obtém cidadania italiana e amplia portas para atuar na Europa

Breno Bidon durante a partida entre RB Bragantino e Corinthians, no dia 15 de janeiro (Crédito: Associated Press / Alamy Stock Photo)

O jovem Breno Bidon deu um passo importante fora de campo que pode impactar diretamente sua carreira. O meio-campista do Corinthians conquistou a cidadania italiana, movimento que amplia suas possibilidades de transferência para o futebol europeu. Aos 21 anos, ele já mira uma oportunidade no exterior e passa a ter um cenário mais favorável para isso.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

A mudança ocorre em um momento estratégico. Consolidado no elenco profissional e com sequência como titular, o jogador entra no radar de clubes internacionais. Agora, com a nova condição, ele se torna ainda mais atrativo para equipes das principais ligas do continente. O jogador já despertava interesse da Europa.

Nova condição muda posição no mercado europeu

A cidadania italiana retira Bidon da lista de jogadores extracomunitários. Em ligas como as de Espanha, Itália e França, os clubes têm limite para atletas que não possuem passaporte europeu. Esse detalhe costuma influenciar diretamente negociações.

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Com a nova situação, o volante deixa de disputar vagas restritas. Isso amplia o número de interessados e facilita eventuais negociações. Segundo o estafe do jogador, o impacto não está no valor de mercado, mas sim nas oportunidades que surgem a partir dessa mudança.

O empresário Fernando Brito explicou o cenário de forma direta. “Em termos de preço não faz diferença, porque isso quem regula é o mercado. Mas aumentam as opções. Os clubes normalmente reservam as vagas de extracomunitário para o jogador que decide o jogo”, afirmou.

Planejamento de carreira já previa esse movimento

A busca pela cidadania europeia não aconteceu por acaso. O processo começou ainda em 2024, antes mesmo da estreia de Bidon no time principal. Neto de italiano, o jogador e sua família já enxergavam esse caminho como parte do planejamento de longo prazo.

PUBLICIDADE

O empresário destacou que a decisão foi tomada com cautela. “Esse movimento já estava planejado há anos na carreira do Breno. Escolhemos a dedo o escritório que faria o processo, com muito critério e dentro da lei”, disse.

PUBLICIDADE

Apesar de já ser reconhecido como cidadão italiano, Bidon ainda aguarda a emissão do passaporte. O documento deve ficar pronto nos próximos meses, mas isso não impede negociações desde já.

Transferência pode acontecer mesmo antes do passaporte

Mesmo sem o documento em mãos, o novo status já influencia o mercado. Clubes europeus podem avançar em negociações e, se necessário, aguardar a regularização completa para inscrever o jogador.

Fernando Brito comentou essa possibilidade. “Só o fato de ele ser cidadão italiano já influencia bastante na avaliação do mercado. Algum clube pode querer comprá-lo agora e levá-lo no fim do ano”, explicou.

A expectativa do estafe, no entanto, é de que o passaporte seja emitido antes do fechamento da próxima janela, o que facilitaria ainda mais qualquer transferência.

PUBLICIDADE

Corinthians avalia cenário e tenta equilibrar interesses

Internamente, o Corinthians acompanha a situação com atenção. O clube detém a maior parte dos direitos econômicos do jogador e sabe que uma venda pode representar entrada importante de recursos. Ao mesmo tempo, a comissão técnica valoriza o desempenho recente do meio-campista.

Bidon se firmou como peça importante na equipe e ganhou espaço entre os titulares. A saída, portanto, envolve uma decisão estratégica que precisa equilibrar financeiro e esportivo.

Nos bastidores, a tendência é que propostas sejam analisadas com cuidado. O novo status europeu coloca o jogador em outro patamar de mercado, o que pode influenciar diretamente os próximos passos da carreira.

Better Collective