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CBF defende liga unificada e mira top 3 do mundo com apoio dos clubes

Presidente Samir Xaud reforça papel da entidade como mediadora e cobra construção conjunta com Libra e FFU

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
CBF defende liga unificada e mira top 3 do mundo com apoio dos clubes

O presidente da CBF confirmou que a renovação de Carlo Ancelotti está por detalhes (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)

A Confederação Brasileira de Futebol deu um passo importante no debate sobre a criação de uma liga nacional. Em reunião com representantes de clubes das Séries A e B, a entidade deixou clara sua posição: aceita a formação de uma liga, mas exige participação direta no processo. A proposta surge em meio a um cenário fragmentado, com grupos distintos tentando liderar o projeto.

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O encontro reuniu integrantes da Libra e da Futebol Forte União, em um momento marcado por disputas internas e divergências comerciais. Diante disso, a CBF tenta assumir o protagonismo e conduzir as negociações de forma mais centralizada. A entidade aposta no diálogo para reduzir tensões e alinhar interesses.

CBF defende atuação conjunta na criação da liga

O presidente Samir Xaud abriu a reunião reforçando que o momento atual exige união. Segundo ele, a entidade aguardou o cenário amadurecer antes de avançar com a discussão. Agora, entende que há condições para iniciar um trabalho coletivo mais estruturado.

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“A gente tem duas ligas e entende que o momento certo de começar esse diálogo é agora. Precisávamos organizar o ambiente antes de dar esse passo”, afirmou.

Na sequência, Xaud destacou que a CBF não pretende controlar a liga, mas atuar como mediadora. Ele argumenta que a entidade possui responsabilidade institucional sobre o futebol brasileiro e, por isso, deve participar da construção do novo modelo.

“A CBF atuaria como mediadora, com união, diálogo e trabalho. O futebol brasileiro precisa ser mais profissional”, completou.

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Meta ambiciosa: estar entre as maiores ligas do mundo

Durante o encontro, o dirigente apresentou uma meta ousada. A ideia é transformar a futura liga brasileira em uma das três principais do planeta. Para isso, ele defende um modelo mais transparente, sustentável e alinhado com padrões internacionais.

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“Queremos construir uma liga forte, que esteja entre as três maiores do mundo, com protagonismo dos clubes”, disse.

A proposta inclui melhorias estruturais que já vêm sendo discutidas pela entidade, como fair play financeiro, revisão do calendário e profissionalização da arbitragem. Segundo a CBF, essas medidas eram pré-requisitos para avançar no debate da liga.

Clubes participam do debate sem consenso

Apesar do discurso conciliador, o ambiente ainda apresenta divergências. Representantes da Futebol Forte União afirmaram que enxergam o encontro com naturalidade e mantêm abertura para diálogo. Já a Libra, embora sem posicionamento oficial, também não demonstra resistência à aproximação.

Nos bastidores, porém, a falta de consenso segue evidente. Clubes têm interesses comerciais distintos e disputam protagonismo na condução da liga. Além disso, recentes conflitos internos e ações judiciais ampliaram a instabilidade entre os grupos.

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Estrutura da CBF é vista como peça-chave

Outro ponto central da discussão envolve o papel institucional da CBF. A entidade destacou que detém atribuições fundamentais, como organização de competições, arbitragem e definição de vagas em torneios internacionais.

Esse fator pesa diretamente nas negociações. Sem o reconhecimento da confederação, qualquer liga teria limitações formais dentro do sistema do futebol mundial. Por isso, a tendência é que o modelo final inclua algum nível de integração entre clubes e entidade.

Enquanto as conversas avançam, a CBF tenta consolidar sua posição como articuladora principal. Ao mesmo tempo, os clubes seguem negociando espaço e influência em um projeto que ainda está longe de um consenso definitivo.

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