Geovani, ídolo do Vasco, faleceu aos 62 anos (Crédito: Reprodução Instagram)
O futebol brasileiro amanheceu de luto nesta segunda-feira com a morte de Geovani, conhecido nacionalmente como “Pequeno Príncipe”. Ídolo histórico do Vasco, o ex-meia faleceu aos 62 anos após passar mal de forma repentina durante a madrugada.
Equipes de resgate socorreram Geovani e o levaram para um hospital em Vila Velha, mas ele não resistiu. O ex-jogador deixa três filhos e uma trajetória marcada por títulos, talento raro e identificação profunda com o futebol brasileiro.
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Família confirma falecimento de Geovani
A família do ex-jogador Geovani confirmou a notícia da morte por meio de uma nota oficial divulgada nesta segunda-feira.
— É com profundo pesar que comunicamos o falecimento do nosso guerreiro Geovani Silva. Na madrugada de hoje, ele passou mal de forma repentina e foi socorrido imediatamente ao hospital maiș próximo. Apesar de todos os esforços da equipe médica e das tentativas de reanimação, infelizmente ele não resistiu. Estamos todos muito abalados e tristes com essa partida tão inesperada — escreveu a família de Geovani Silva.
Nos últimos anos, o ex-meia enfrentava diversos problemas de saúde. Em 2025, ficou internado durante 40 dias após sofrer duas paradas cardíacas em Vitória. Além disso, também havia enfrentado um câncer na coluna vertebral e uma polineuropatia diagnosticada em 2006.
Homenagem recente emocionou torcedores
Em fevereiro deste ano, o ex-camisa 8 foi homenageado antes de uma partida do Vasco contra o Volta Redonda, pelo Campeonato Carioca, disputada em Cariacica.
Na ocasião, Geovani recebeu uma placa das mãos de Pedrinho, atual presidente do clube carioca e amigo pessoal do ex-jogador.
— Fico feliz, né? Porque quando você é homenageado vivo é bem melhor. Tive problemas de saúde, pensei que não ia passar desse ano, mas passei e se eu estou vivo é pra comemorar — disse ele na ocasião.
O “Pequeno Príncipe” que marcou época no Vasco
Dono de uma técnica refinada e de um estilo elegante dentro de campo, Geovani rapidamente chamou atenção no futebol brasileiro ainda muito jovem. Revelado pela Desportiva Ferroviária, de Cariacica, foi campeão estadual em 1980 antes de se transferir para o Vasco em 1982.
Porém, foi em São Januário que construiu sua história mais marcante. O apelido “Pequeno Príncipe” surgiu em referência ao clássico livro de Antoine de Saint-Exupéry.
Ao longo de três passagens pelo clube carioca, Geovani disputou 408 partidas e marcou 49 gols. Além disso, conquistou títulos estaduais importantes e atuou ao lado de nomes históricos como Roberto Dinamite e Romário.
A camisa 8 virou símbolo de sua trajetória e acabou eternizada entre os grandes ídolos do clube.
Seleção Brasileira e carreira internacional
A trajetória de Geovani também teve destaque com a camisa da Seleção Brasileira. No Mundial Sub-20 de 1983, ele foi campeão, terminou como artilheiro com seis gols e marcou o gol do título diante da Argentina.
Posteriormente, integrou a equipe medalhista de prata nos Jogos Olímpicos de Seul, em 1988, ao lado de atletas como Romário, Bebeto, Careca e Taffarel. Além disso, participou do elenco campeão da Copa América de 1989.
No futebol europeu, teve passagem pelo Bologna, da Itália, onde atuou em 27 jogos e marcou dois gols. Apesar do curto período, conquistou carinho da torcida italiana.
Geovani também deixou legado no Espírito Santo
Depois de atuar fora do país, Geovani retornou ao futebol capixaba e defendeu clubes como Rio Branco, Desportiva, Serra, Tupy e Vilavelhense.
Aposentado desde 2002, o ex-jogador também seguiu carreira política e foi deputado estadual pelo Espírito Santo entre 2002 e 2006.
A morte de Geovani encerra a trajetória de um dos jogadores mais talentosos e carismáticos de sua geração. Ídolo dentro de campo e símbolo do futebol capixaba, o “Pequeno Príncipe” deixa um legado eterno para o esporte brasileiro.

