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Ancelotti reage à provocação do técnico da Noruega e fala sobre substituto de Paquetá

Técnico da Seleção Brasileira tratou com naturalidade a declaração de Stale Solbakken

Douglas Nunes
Formado em Jornalismo e com especialização em jornalismo esportivo, Douglas é jornalista há mais de 10 anos. Trabalhou com assessoria na Escola Zico e no Audax-RJ, além de ter sido repórter do Grupo O Dia. Está no mercado de iGaming desde 2016.
Ancelotti reage à provocação do técnico da Noruega e fala sobre substituto de Paquetá

A convocação de Carlo Ancelotti reverberou nas redes sociais (Foto: © Leonardo Antonio/TheNEWS2 via ZUMA Press Wire)

Carlo Ancelotti respondeu neste sábado (4) à provocação feita por Stale Solbakken antes do duelo entre Brasil e Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo. Após eliminar a Costa do Marfim, o treinador norueguês brincou ao dizer “Pode esperar, Ancelotti. Estamos chegando”. Na véspera do confronto, o comandante da Seleção Brasileira afirmou que recebeu a declaração com bom humor e minimizou qualquer clima de rivalidade.

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Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo (5), às 17h (de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O vencedor garantirá vaga nas quartas de final do Mundial.

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Ancelotti trata provocação como uma brincadeira

Durante a entrevista coletiva, Ancelotti explicou que conhece Solbakken há muitos anos e afirmou que interpretou a declaração apenas como uma brincadeira entre colegas de profissão.

“Entendi que foi uma brincadeira, somos amigos, nos encontramos várias vezes.”

Apesar do tom descontraído, o treinador deixou claro que espera uma partida bastante difícil. Segundo ele, a Seleção precisará atuar no seu melhor nível para superar uma das equipes que mais evoluíram nesta Copa do Mundo.

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“Tem que jogar 100%. Estou de acordo que a Noruega é difícil, porque é uma equipe que tem estrutura, qualidade e boa organização. Temos que jogar o nosso melhor e acredito que estamos no momento para jogar o nosso melhor porque estamos confiantes, porque saímos de um jogo difícil contra o Japão, porque queremos melhorar e porque estamos preparados para tudo o que pode acontecer.”

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Técnico elogia Haaland, Odegaard e o sistema da Noruega

Ancelotti também destacou a qualidade coletiva do adversário. Além de elogiar Erling Haaland e Martin Ødegaard, o italiano ressaltou que a Noruega apresenta equilíbrio entre defesa e ataque, o que dificulta as transições ofensivas dos rivais.

“É uma equipe que tem muita qualidade ofensiva, muito bem equilibrada e também é ofensiva. É difícil buscar transição rápida contra eles porque têm bom equilíbrio no meio-campo.”

Ancelotti cita Argentina como exemplo do equilíbrio da Copa

Ao analisar o nível da competição, o treinador lembrou a vitória apertada da Argentina sobre Cabo Verde para mostrar que nenhuma seleção chega ao mata-mata com vantagem garantida.

Segundo Ancelotti, o futebol atual exige concentração máxima em todos os jogos, independentemente do favoritismo.

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“Como falei antes do jogo contra o Japão, a equipe estava preparada para qualquer situação. Começou com uma situação ruim, porque tomamos um gol, mas o time não ficou ansioso. Estava focado no que precisava fazer. Estamos confiantes, mas enfrentaremos um rival complicado.”

Em seguida, ele elogiou a campanha da seleção africana.

“Quem poderia dizer que a Argentina sofreria contra Cabo Verde? Sofreu porque o futebol moderno é assim. Tem que jogar contra rivais muito bem preparados. Não acho que foi uma falha da Argentina. Parabéns aos jogadores e ao treinador de Cabo Verde por fazerem um jogo tão bonito.”

Treinador explica opções para substituir Paquetá

Sem Lucas Paquetá, lesionado, Ancelotti explicou que ainda avalia qual jogador ocupará a vaga no meio-campo. O treinador afirmou que nenhum atleta do elenco possui características idênticas às do camisa 20 e, por isso, pretende adaptar o sistema às qualidades de quem entrar.

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“Não temos no elenco um jogador com a qualidade de Paquetá. Temos que substituí-lo por outro jogador com características diferentes. Danilo é diferente de Gabriel Martinelli, que é diferente de Matheus Cunha e também do Ederson. Vou escolher o jogador pensando na nossa equipe e também nas características do rival.”

O técnico acrescentou que a principal preocupação será manter o equilíbrio defensivo.

“A nível defensivo, Martinelli e Danilo podem fazer o lado esquerdo como o Paquetá fazia quando a equipe não tinha a bola. Com a posse, muda a interpretação conforme as características de cada jogador. Danilo é diferente de Martinelli, e isso naturalmente altera algumas funções.”

Com o último treinamento concluído, a Seleção Brasileira encerrou a preparação para enfrentar a Noruega. Quem vencer o confronto disputará as quartas de final contra Inglaterra ou México.

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