Ex-meia é o favorito para assumir a Itália (Crédito: Alessandro Garofalo/LaPresse)
O sonho da Itália de contar com Pep Guardiola no comando da seleção nacional chegou ao fim. Segundo o jornal La Gazzetta dello Sport, o treinador espanhol recusou a proposta para assumir a Azzurra e comunicou sua decisão durante a madrugada desta sexta-feira.
Além disso, a negativa obriga a Federação Italiana de Futebol a mudar seus planos na busca por um novo comandante. Com a desistência de Guardiola, Andrea Pirlo desponta como o principal favorito para assumir o cargo e liderar o projeto que tenta recolocar a seleção italiana no caminho das grandes competições internacionais.
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Guardiola agradece convite e encerra negociação
De acordo com a publicação italiana, Pep Guardiola recebeu o contato do diretor Paolo Maldini, agradeceu pelo interesse e afirmou estar honrado com o convite. No entanto, preferiu não dar sequência às conversas.
— Obrigado, estou honrado, mas neste momento não me sinto à vontade para aceitar – disse o treinador, de acordo com a publicação.
Apesar da resposta negativa, Guardiola chegou a analisar a possibilidade de comandar a seleção italiana. O treinador mantém uma relação histórica com o país, onde atuou por Roma e Brescia durante a carreira como jogador, fator que tornou o convite ainda mais especial.
Entretanto, o espanhol decidiu seguir o planejamento pessoal traçado após deixar o Manchester City. Depois de dez temporadas à frente do clube inglês, ele pretende fazer uma longa pausa para descansar e dedicar mais tempo à família.
Diferença salarial também pesou nas conversas
Outro ponto importante nas negociações envolveu a questão financeira. Inicialmente, Guardiola teria solicitado um salário de 20 milhões de euros por temporada, valor equivalente a aproximadamente R$ 128 milhões.
Por outro lado, a Federação Italiana de Futebol trabalha com um orçamento de cerca de 10 milhões de euros por ano (R$ 64 milhões) para o treinador da seleção. Assim, a diferença entre a pedida do espanhol e o limite estabelecido pela entidade dificultou qualquer possibilidade de acordo.
Além disso, o valor disponível pela federação é semelhante ao salário recebido por Carlo Ancelotti na Seleção Brasileira. Atualmente, o técnico italiano recebe 9,5 milhões de euros anuais da CBF e também esteve entre os nomes analisados pela Itália antes do início das negociações com Guardiola.
Andrea Pirlo assume condição de favorito
Sem Guardiola na disputa, Andrea Pirlo passou a ocupar a primeira posição na lista da Federação Italiana. O ex-meio-campista era o plano B, mas agora se tornou o principal alvo da entidade.
Aos 47 anos, Pirlo conhece profundamente o futebol italiano e também é visto como um profissional capaz de implementar novas ideias e exercer forte liderança sobre o elenco.
Sua trajetória como atleta reforça esse perfil. Afinal, Andrea Pirlo foi um dos protagonistas da conquista da Copa do Mundo de 2006, último título mundial da Itália.
Carreira como treinador e desafio de reconstruir a Itália
Como treinador, Pirlo iniciou sua carreira em 2020, assumindo o comando da Juventus, equipe que tinha Cristiano Ronaldo como principal estrela.
Posteriormente, o italiano passou pelo Karagümrük, da Turquia, e pela Sampdoria, antes de aceitar o desafio de dirigir o Dubai United, dos Emirados Árabes Unidos, clube que comanda atualmente.
Caso confirme a contratação, Andrea Pirlo terá pela frente a missão de recuperar o prestígio da seleção italiana. A tetracampeã mundial atravessa uma das maiores crises de sua história e ficou fora das últimas três edições da Copa do Mundo, em 2018, 2022 e 2026.

