Tênis: “Com certeza 2019 foi um dos anos mais legais da década”, afirma ex-tenista

Fábio Silberberg foi jogador de tênis e comentou sobre o ano do esporte em 2019 e projetou 2020, além de outros assuntos abordados.

Felipe Persiani
Colaborador do Torcedores.com.

Crédito: Reprodução

O ano de 2019 foi espetacular para quem é fá desse esporte, pois Rafael Nadal, Novak Djokovic e Roger Federer conquistaram títulos e protagonizaram grandes momentos. A nova geração veio forte e promete se firmar nesta temporada. O tênis feminino foi extremamente equilibrado.

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Dito isso tudo, Fábio analisou o ano de 2019 e disse quais são suas expectativas para 2020. Confira!

1 – Como você resume o ano de 2019 para o tênis e quais são suas expectativas para 2020?

Com certeza 2019 foi um dos anos mais legais da década. Já sabíamos que veríamos muitas coisas dessa geração espetacular que temos e que foi muito além de qualquer outra geração. Federer, Nadal Djokovic são três jogadores que movem muito o mercado e houve uma pequena dúvida por quanto tempo seriam competitivos, mas eles já seguraram duas gerações com muitos nomes bons como Grigor Dimitrov, Marin Čilić, Kei Nishikori.

Mas, o 2020 pode ser marcante pois de fato a nova geração com Stefanos Tsitsipas, Dominic Thiem, Daniil Medvedev, já chegaram no nível dos três grandes. Devido a essas novidades e renovação tem tudo para ser um ano maravilhoso com os títulos se dividindo entre essa nova geração e mais antigos.

Mas, ao mesmo tempo, em um futuro um pouco mais distante, o que mais preocupa os rankings e TV, é que os jogadores mais veteranos foram tão fantásticos que esses mais novos possam não fazer frente. Mas, o tênis está em boas mãos, podem demorar um pouco para virarem ídolos, mas devem atingir um grande potencial.

2 – Como você vê o torneio olímpico de tênis de Tóquio? Quais suas expectativas para medalhas no masculino e feminino?

Sei o que significa, devido à bastidores, o que é o torneio olímpico de tênis. Entre Nadal, Djokovic e Federer só o espanhol tem a medalha olímpica. O título olímpico é uma estrelinha na carreira do tenista, e ajuda na medição com a carreira pois assim se completa o Golden Slam.

Dito isso, acho que os tenistas chegarão em Tóquio muito famintos, porque é tudo ou nada. Federer se ganhar talvez até anuncie a aposentadoria, então eles devem ir tão focados quanto um Grand Slam, ou até um pouco mais. No feminino, não vai ser tão forte quanto o masculino, mas, pode ser muito bom, nesse momento pós-domínio da Serena Williams. Qualquer uma que hoje estão entre as Top 20 do ranking pode ganhar.

3 – A Caroline Wozniacki acabou de anunciar sua aposentadoria tendo apenas 29 anos. Isso é um fenômeno com certa recorrência no tênis, com grandes atletas se aposentando bem novos. Por que acha que isso acontece? Essa ocorrência é maior no tênis feminino?

Acredito que para as mulheres é um pouco mais duro, principalmente para aquelas que querem formar uma família. E até porque decidir ser mãe com 35, 36 é mais complicado. O circuito feminino é mais difícil, pois é mais exigente e temos que lembrar que as atletas do leste europeu estão muito dominantes.

A Wozniacki, falando especificamente, foi muito jovem número um do mundo e por isso, pode até parecer cedo para a parada, mas isso é normal. Só em torneios ganhou US$ 35 milhões, qual a motivação que ela tem agora se está tudo mais difícil. Esteve entre as melhores do mundo por mais de 10 anos, é carismática e bonita. Mas, ela tomou uma boa decisão. Após isso tudo, hoje ela é a número 37 do mundo, uma boa posição. A parada choca mas, é compreensível. Não tem mais nenhum aventureiro no topo do ranking é preciso muita concentração.

4 –  A nova Copa Davis teve a Espanha campeã, mas o torneio recebeu muitas críticas. O que acha que pode ser feito para melhorar?

A Copa Davis necessitava de algumas mudanças, o principal motivo para ter mudado é fazer os tenistas estarem presentes. Só que a forma de que foi feita não é a ideal – jogos eliminatórios em um lugar só traz vantagens aos donos da casa, por exemplo. Mas, acaba dando vantagem a um país diferente a cada torneio.

Outro ponto é que a final da Davis sendo depois do ATP Finals não privilegia os jogadores tops, devido a eles já terem jogado o circuito inteiro. Bom, algumas coisas tem que ser revistas, a forma não está definida mas, o caminho está traçado.

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