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As ideias de Eduardo Barroca no Coritiba

Eduardo Barroca terá a oportunidade de iniciar pela primeira vez um trabalho do zero. No Coritiba, o treinador chegou em dezembro e já participa da montagem do elenco e da pré-temporada do clube, que já está em andamento

André Frehse Ribas
Colaborador do Torcedores

Crédito: Coritiba

No domingo (19), o Alviverde tem seu primeiro desafio em 2020, contra o FC Cascavel, no Couto Pereira, pelo Campeonato Paranaense. Hoje, no Torcedores.com, vamos falar sobre as ideias do técnico e o que o torcedor coxa-branca pode esperar da postura do Coritiba neste ano.

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Em suas passagens recentes, Eduardo Barroca buscou o protagonismo com suas equipes (Botafogo e Atlético-GO). Um jogo propositivo, de construção e de muita agressividade sem a bola, diferente do que foi visto com o Jorginho.

A primeira etapa da construção tem padrões bem definidos. No Atlético-GO, Moacir e Nathan era os responsáveis por essa primeira bola, que buscava quebrar a primeira marcação do adversário.  A outra opção era permanência do lateral-esquerdo Nícolas na última linha, liberando os meias mais à frente, mantendo uma saída de três.

Tudo, também, dependia da pressão do adversário. Caso pressionasse com um, a saída acontecia com dois jogadores. Se era com dois, o mais comum, três realizavam a primeira fase.

Depois disso, a busca era pelos extremos, Jorginho por dentro e pelo Pedro Raul, um nove bastante móvel, sempre de forma vertical.  Pedro tinha o papel de receber, atrair a marcação e esperar seus companheiros para abrir espaços, agredir a outra equipe. Jogada bem comum no Dragão.

Os extremos eram poucos explorados na individualidade, no 1×1, por conta do jogo interior, que buscava congestionar o espaço entrelinhas. Isso se deu pela estrutura que o time já tinha antes dele chegar e pelo curto tempo que teve no clube.

 

 

No Botafogo, o volante se colocava entre os zagueiros, realizava uma saída de três e liberava o corredor para os laterais (amplitude). A ideia era abrir o campo com os laterais, deixar os extremos (trocas de posições com os laterais) por dentro e realizar triangulações, ultrapassagens pelos lados, com o objetivo de ter superioridade numérica na zona da bola e superar o adversário. O nove, Diego Souza, muito móvel, buscava o jogo para abrir espaços no setor ofensivo. Faltava uma maior mobilidade no ataque. Uma maior aceleração no último terço.

Um jogo mais por fora do que por dentro, com um menor congestionamento nas entrelinhas, como você pode observar no vídeo abaixo. Uma melhor ocupação do campo.

 

 

Defensivamente os times eram parecidos, com muita agressividade sem a bola, com o objetivo de recuperar a posse imediatamente. Encaixes eram realizados na saída de bola do adversário, com perseguições para que ele não progredisse. A organização base era um 4-1-4-1, com a última linha sendo sustentada, sempre com quatro.

Por vezes, tinham dificuldades ao realizar a marcação-pressão e os espaços se abriam na defesa. Nas bolas paradas, Barroca optava por uma marcação individual.

 

 

No Coritiba, com mais tempo para trabalhar suas ideias, é possível que Eduardo Barroca consiga desenvolver melhor seu plano de jogo. Mas, com toda certeza, o torcedor Alviverde pode esperar um time que buscará ser protagonista em 2020.

 

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