Produtor Digital analisa adaptação de HQs brasileiras para games: “turmas diferentes”

No Dia do Quadrinho Nacional, confira a entrevista especial com Ariel Velloso, Produtor Digital na Maurício de Sousa Produções

Gisele Henriques
MBA em Administração e Marketing, Pós Graduada em Jornalismo Esportivo, graduada em Licenciatura em Artes Visuais, Tecnologia em Marketing e Bacharelado em Administração, é graduanda de Direito e de Jornalismo.

Crédito: Imagem: Reprodução / YouTube

O Dia do Quadrinho Nacional, comemorado em 30 de janeiro, é um momento de reflexão sobre o mercado de entretenimento brasileiro; afinal, quais os motivos de não existirem muitas adaptações de HQs brasileiras para games? O Torcedores.com conversou com Ariel Velloso, Produtor Digital (Games & Apps) na Maurício de Sousa Produções (MSP); confira a entrevista na íntegra abaixo:

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Atualmente, não temos tantas versões em games de quadrinhos nacionais; acha q falta algum tipo de contato ou interesse dos desenvolvedores?

Falta um pouco de contato sim, porque são “turmas” diferentes: quadrinistas e game devs. mas tem gente que transita por ambos, sim. o maior empecilho com certeza é o financiamento (dinheiro pra produzir o projeto), tanto game devs quanto quadrinistas costumam realizar projetos de maneira bastante autoral, no tempo livre ou com dinheiro do próprio bolso. isso dificulta mais ainda uma co-produção Games+HQ, quanto mais criadores envolvidos, mais difícil de chegar numa visão unificada e satisfatória. 

Na sua opinião, qual iniciativa de transformar quadrinhos brasileiros em games obteve maior êxito?

Com certeza, o que deu mais certo até hoje foi a adaptação da Turma da Mônica pra Master System e Mega Drive, usando os games do Wonder Boy como base. porém, foi um caso de “produto certo na hora certa”, porque era uma HQ extremamente popular com um console de grande alcance público.

Os tempos mudaram e é difícil atingir um público tão grande assim, sem um grande investimento, e como eu disse na resposta anterior, tirando Mauricio de Sousa e outros casos pontuais, o mercado de HQs no Brasil é super indie – ou seja, pouca grana pra investir.

Game bom custa caro, ou precisa de uma equipe muito boa com grande clareza de visão, do objetivo final.

Que tipo de iniciativas você vê como necessárias para que no futuro possamos ver mais projetos entre games e quadrinhos?

O mais importante seria oportunidade de financiamento, como editais; isso a curto prazo. a médio e longo prazo, que o mercado de games e/ou de HQs continue se ampliando, profissionalizando, conquistando território, e eventualmente começaremos a ter produções desse tipo (é que os editais são uma forma de adiantar possibilidades desse tipo, se bem feitos, ajudariam a alcançar mais rápido esse resultado final).

Quais conselhos você daria para um produtor de quadrinhos transformar seu projeto em game?

Num nível micro, do produtor individual: circule, conheça outros criadores, faça rolês com eles, elabore projetos… atualmente, quase todo projeto audiovisual acaba sendo transmídia (é uma HQ que se transforma em animação, é um game que transforma em HQ, é um livro que vira HQ que vira filme, etc); ter desdobramentos em outros mídias é sempre positivo para a visibilidade e apelo do seu projeto.

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