Rafaela Silva apresenta sua defesa em caso de doping

Caso de doping ocorreu no Pan-Americano de Lima

Eduardo Statuti
Estudante de jornalismo na Universidade Federal de São João del-Rei. No Torcedores desde 2019.

Crédito: Marcio Rodrigues/MPIX/CBJ

A campeã olímpica apresentou na última quarta-feira (15) sua defesa no caso de doping do qual foi acusada. A ação foi feita por meio de uma videoconferência, e a atleta esteve acompanhada de seu advogado Bichara Neto. A atleta se defende de um caso de doping nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. Sendo assim, lhe foi retirada a medalha conquistada na categoria até 57 kg. Ainda no ano passado, Rafaela Silva anunciou que entraria em uma punição voluntária.

Você conhece o canal do Torcedores no YouTube? Clique e se inscreva! 

Siga o Torcedores também no Instagram

A atleta do Instituto Reação recebeu a notícia de seu caso de doping no Mundial de Judô de Tóquio, que ocorria no Japão, em agosto. No início daquele mesmo mês a judoca havia vencido os Jogos Pan-Americanos de Lima. Entretanto, no dia daquela competição, Rafaela testou positivo para a substância fenaterol, que possui efeito broncodilatador. Ainda assim, depois do Pan, a carioca ganhou medalhas de bronze no Mundial do Japão e no Grand Slam de Brasília. Além do ouro no Mundial Militar e da prata no Grand Prix Interclubes.

 Detalhes sobre o doping de Rafaela Silva

Rafaela Siva entrou em uma punição voluntária no dia 25 de outubro, mas pelas regras, poderia continuar competindo porque a Agência Mundial Antidoping (Wada) não prevê suspensão preventiva. Entretanto, a atleta optou por parar de competir porque se caso seja condenada, sua pena inicia a partir do dia em que começou sua punição voluntária.

O fenoterol tem efeito broncodilatador e costuma ser usado no tratamento de doenças respiratórias como asma. Porém, a substância causa aumento de performance porque permite melhor troca gasosa entre sangue e pulmão. Entretanto, após  Rafaela Silva relembrar o que havia feito antes de ir para o Pan-Americano, chegou a conclusão de que a contaminação poderia ter acontecido devido ao contato com um bebê. A criança em questão seria Lara, filha de outra judoca do Instituto Reação, que faz uso de medicação contra asma. O contato teria sido feito na véspera de seu embarque para Lima.

A defesa da atleta poderá usar provas de que Rafaela costuma dar seu nariz para as crianças brincarem, o que ele costuma expor nas redes sociais. Também poderá ser usado o histórico limpo da atleta em relação à polêmicas com doping. Sendo assim, a atleta apresentou sua defesa no dia 15 de janeiro e aguarda os resultados do processo.