Cássio comenta pressão após eliminação precoce na Libertadores: “Sempre vai haver”

Goleiro foi muito questionado por gol que culminou na eliminação corintiana

Ítalo Bruno
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação/Twitter

A eliminação para o Guaraní-PAR, ainda na primeira fase da Pré-Libertadores ainda rende muitos questionamentos em relação a temporada do Corinthians. Ídolo e um dos personagens centrais da eliminação, o goleiro Cássio falou sobre a pressão que a eliminação pode causar a equipe, a começar pelo clássico diante do São Paulo.

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“Pressão sempre vai haver, clássico é diferente, tem rivalidade, há pressão. A gente vem de eliminação, que já ficou para trás, não tem sentido ficar remoendo. Quando a gente ganha título também não se acomoda e olha para frente. Da mesma maneira ao ser eliminado, já foi, não vai voltar, temos que tirar as coisas positivas, modelo novo de trabalho, o time vem assimilando bem, nova postura, novo jeito de jogar, mérito do Tiago, há muito tempo o corintiano não via esse estilo. Quando você faz o time crescer em qualidade, você vê, estamos confiantes para os próximos campeonatos em busca de títulos.”, disse.

A eliminação para o Tolima em 2011, também na Libertadores, foi comparada a desse ano. O goleiro enxerga os dois episódios como distintos e lembrou que naquela temporada o Corinthians terminou a temporada comemorando o título de campeão Brasileiro.

“Era diferente, um time que ainda não era campeão da Libertadores. Depois vencemos o Brasileiro. Olho o que vem sendo feito agora, isso nos dá confiança para sermos melhores. Estamos sendo bem liderados pelo nosso treinador, ele tem sido claro, a cobrança tem sido legal e vejo um futuro promissor para o Corinthians. Temos que trabalhar, corrigir erros, mas vejo coisas boas pela frente”, relembrou.

Um dos pontos altos da equipe nas últimas temporadas, a defesa corintiana tem sido constantemente vazada em 2020. Para Cássio, o período é de um processo de evolução e admitiu que o grupo tem trabalhado para diminuir os gols sofridos e por consequência estar sempre mais perto da vitória.

“Em qualquer maneira, até quando jogávamos defensivamente, o risco de levar gol era grande. Às vezes a gente defendia bem, mas não chegava ao ataque. Pode ser que esteja mais exposto, mas é com o tempo, menos de 2 meses de trabalho, vamos corrigir. Ofensivamente estamos bem, estamos criando, fora jogo do Mirassol que a gente foi muito atacado. Vejo as estatísticas, quantos gols levamos, quero a cada ano bater recorde, sofrer menos, mas é tudo uma evolução. Temos de seguir evoluindo bastante. Quanto menos gols tomarmos, mais possibilidade de vencer teremos”, ressaltou o goleiro.

O gol sofrido no duelo contra o Guaraní também foi tema de questionamentos por toda torcida e imprensa. Cássio minimizou o lance e acredita que a repercussão se deve ao nível de atuações que o consagraram com a camisa do Timão.

“A partir de ontem já acabou. Vai voltar? Não vai voltar. tem que ter maturidade. Quando faço as defesa,s não acho que sou o responsável pelo time ser campeão. Crítica é normal, vem pelo nível de atuações que eu tive. Quando acontece, acham que toda bola vou defender.Fico feliz pela confiança, respeito todo mundo, tenho minha autocrítica, isso é do passado. Quando sou elogiado não me empolgo, e quando há crítica não acho que sou o pior. Já tenho maturidade suficiente, sou um cara bem tranquilo. Jogo num time grande, o Corinthians briga por títulos e por vitórias sempre, vejo não só eu, mas toda equipe pensando lá na frente, em nosso futuro. É seguir trabalhando e vida que segue, temos que pensar no clássico, em vencer para dar sequência ao nosso trabalho”, disse.

Outro jogador que se envolveu em lance muito comentado na partida de quarta-feira, foi o meia Pedrinho. O jogador foi expulso ainda no primeiro tempo, deixando o Corinthians em desvantagem numérica. Cássio disse que o ocorrido deve servir de exemplo para o jogador.

“Sobre o Pedrinho, ele não pode mais ser tratado como menino, já está há 3 anos, tem mais de 100 jogos, tudo o que acontece tem de ser usado como exemplo para não acontecer mais. Aconteceu com Janderson contra o Santos, acontece, bola para frente. Ele é novo, mas está desde 2017 aqui, é menino bom, cabeça boa, muitos elogios a ele, conheço a família que dá suporte, e ele sabe que pode contar com a gente. Foi expulso por excesso de vontade, por querer ajudar, faz parte do dia a dia. Ontem treinou normalmente, fez as atividades, e no fim de semana se o professor precisar dele, ele vai nos ajudar”, concluiu.

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