Coronavírus: Não será preciso de um “plano B” para chineses nas Olimpíadas, diz organização

China é o epicentro do surto do novo coronavírus e atletas do país estão enfrentando dificuldades nas competições classificatórias para as Olimpíadas

Aécio de Paula
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação: Tokyo 2020

Não haverá nenhum tipo de “plano B” para os chineses nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A informação foi dada por organizadores do evento. Acontece que a China está enfrentando um forte surto de um novo coronavírus. Mais de mil pessoas morreram desde o início do surto no país. Com o alerta mundial, os chineses estão sentindo muitas dificuldades em competir nos torneios classificatórios.

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Mas os organizadores garantem que não haverá necessidade de um plano B para os atletas da China. Isto porque eles estão garantindo que não existe possibilidade alguma de que o vírus atrapalhe o evento de alguma forma. Assim, os chineses não correriam o risco de qualquer forma de prejudicar o desempenho olímpico. Mas acontece que hoje muitos atletas da China estão sofrendo nesses processos de qualificação.

Um exemplo claro foi a seleção chinesa de judô. Nenhum atleta conseguiu viajar para o Grand Slam de Paris. Isso porque a embaixada francesa em Pequim ficou fechada por causa do medo em relação ao coronavírus. Assim, os atletas não conseguiram retirar os vistos. Outro exemplo foi a seleção chinesa de futebol feminino. As meninas perderam o direito de competir em casa e ainda tiveram que passar alguns dias em quarentena na Austrália antes de começar a competir no torneio.

China

Perguntado sobre a presença de atletas chineses nas Olimpíadas, o chefe da equipe de inspeção do COI, John Coates, disse que tudo está sendo muito observado pelos organizadores. “Continuamos também monitorando, principalmente os chineses que virão para cá”, disse Coates. “Mas é preciso lembrar que a maioria dos atletas chineses que virão para cá, não estão treinando na China” completou.

Coates não deu números exatos de quantos seriam esses atletas.

O ex-diretor regional da OMS e especialista em doenças infecciosas do Japão, Shigeru Omi, comentou sobre o surto no Japão. “Francamente, não há garantia de que o surto terminará antes das Olimpíadas, porque não temos base científica para poder dizer isso”, disse ele. “Devemos assumir que o vírus já está se espalhando no Japão. As pessoas devem entender que não podemos confiar apenas no controle de fronteiras para impedir a propagação da doença”, completou.

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