Edinho relembra Brasileirão de 1995, diz que perdoou o árbitro da final e lamenta: “Sonhava presentear meu pai com a camisa do jogo”

Edinho era o goleiro do Santos na final do Campeonato Brasileiro de 1995, que acabou sendo conquistado pelo Botafogo em um jogo que ficou marcado pelas polêmicas de arbitragem

Danielle Barbosa
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: Reprodução/Globoesporte.com

O ex-goleiro Edinho, filho Pelé e que atualmente faz parte da comissão técnica do Santos, relembrou a polêmica final do Campeonato Brasileiro de 1995, quando o time da Vila Belmiro disputava o título com o Botafogo e, por causa de polêmicas com a arbitragem no segundo jogo da decisão, acabou ficando com o vice-campeonato depois de uma derrota por 2 a 1 na primeira partida e um empate por 1 a 1 na volta.

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Em entrevista ao Globoesporte.com, Edinho, que era o goleiro do Santos naquela final, afirmou que perdoou Márcio Rezende de Freitas, responsável por apitar aquela fina. “Não foi fácil, nem te responder agora, mas já perdoei”, disse o ex-jogador, que admitiu que não percebeu os erros no momento em que os lances polêmicos aconteceram.

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“Na hora, não. Na hora, vem a decepção. Quem lembra, quem é santista, quem gosta de futebol… Nós viemos de uma semifinal mágica (vitória sobre o Fluminense por 5 a 2 após derrota por 4 a 1 no Rio), um negócio fora da realidade. A expectativa do título era até um detalhe. O segundo turno inteiro foi incrível. Saímos de penúltimo para ficar em quarto, entre os quatro classificados para as finais”, relembrou.

“Foi uma trajetória emocionante, grandiosa. A expectativa era muito grande de ganhar. O Santos estava há 17 anos (na verdade, 11 anos, desde o Paulista de 1984) sem ganhar títulos, seria a equipe que tiraria o Santos da fila. Eu nunca pretendia alcançar nenhum feito do meu pai, mas eu podia, pelo menos, ter minha vírgula na história do clube com a equipe que tirou o clube de uma fila, o primeiro Brasileiro depois de 1971”, acrescentou.

Edinho ainda contou o que pretendia fazer com a camisa do jogo, caso o Santos fosse campeão. “Eu sonhava presentear meu pai com a camisa do jogo e falar: “Ó, pai, você já ganhou 52 títulos para o Santos, mas esse aqui você não ganhou, vou te dar de presente”. Eu já tinha ensaiado toda essa cerimônia.”

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