Renata Saporito: Brasil amadurece no Pré-Olímpico e tira lições importantes da competição

Colunista do Torcedores analisa campanha que deu a vaga nas Olimpíadas de Tóquio para a seleção masculina sub-23

Renata Saporito
Colaborador do Torcedores

Crédito: Divulgação / Lucas Figueiredo / CBF

Faltam 164 dias para as Olimpíadas de 2020.

Faltam 162 dias para o atual campeão olímpico no futebol estrear no Japão (a modalidade começa antes da abertura).
É, mas a classificação da seleção brasileira para os Jogos Olímpicos não foi fácil. Muito pelo contrário.

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Obviamente, sabemos da pressão em dirigir uma seleção, seja ela principal ou não.

E o técnico André Jardine sentiu esse gostinho do começo ao fim. O Brasil entrou em campo no último domingo com a obrigação de ter que vencer a seleção argentina para carimbar o passaporte. Os dois empates nas primeiras rodadas do quadrangular final, diante de Colômbia e Uruguai, atrapalharam os planos e a vaga foi decidida no último jogo.

No fim, a vitória veio, e, quem diria, em grande estilo: 3 a 0 e de quebra a melhor atuação da equipe no torneio realizado na Colômbia.

No meio disso tudo, vimos um centroavante bom de bola e decisivo. Ele atende pelo nome de Matheus Cunha. Aos 20 anos de idade, nascido em João Pessoa, frequentou as categorias de base do Coritiba, de lá passou pelo Sion, da Suíça, onde permaneceu durante um ano. Em 2018 se mandou pra Alemanha, onde defendeu as cores do RB Leipzig. Esse ano, decidiu ir para o Hertha Berlim, a fim de ter mais chances como titular. Pela seleção, diante da Argentina, mostrou por que merece, sim, ser titular. Marcou dois gols e foi fundamental pra conquista da vaga.

Além de Matheus Cunha, temos mais motivos pra se empolgar? Depende do ponto de vista.

A vitória diante de uma Argentina, mesmo que já classificada, mostrou algumas coisas.

A primeira delas é que os garotos não sentiram a pressão – diante da Argentina, era vencer ou vencer. Em nenhum momento, o Brasil passou apuro diante dos hermanos.

Paulinho, um dos principais nomes desse grupo, mais uma vez jogou solto, liderou e também marcou.

As mudanças de André Jardine ao longo da competição foram essenciais até achar o time ideal.

Como disse o meia Bruno Guimarães, eleito melhor jogador do Pré-Olímpico: “porrada de todos os lados”, e, a meu ver, amadurecimento.

Mesmo terminando em segundo lugar e invicto, o Brasil se sentiu campeão.

Por outro lado, numa Olimpíada, o segundo lugar não é o suficiente.

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