Rosberg diz que chefes da Williams foram “cruéis” com ele no início de sua carreira

Ex-piloto falou sobre a sua relação com Sam Michael e Patrick Head durante a sua passagem de quatro anos pela equipe de Frank Williams

Yuri Bascopé
Colaborador do Torcedores

Crédito: Mark Thompson/Getty Images Sport

Nico Rosberg pode ter alcançado a glória máxima de sua carreira ao ser campeão da Fórmula 1 em 2016, mas nem tudo foi um sonho para o alemão em sua passagem na categoria. Em entrevista à uma revista alemã, o ex-piloto disse ter sofrido um tratamento nada gentil de seus chefes na Williams.

Você conhece o canal do Torcedores no YouTube? Clique e se inscreva! Siga o Torcedores também no Instagram

Depois de ser campeão da GP2 em 2005, Rosberg assinou com a Williams para a temporada seguinte. Só que logo em seu ano de estreia, Nico levou a sua primeira grande bronca ao cometer um erro na volta inicial do GP da Alemanha.

“Uma vez, Sam Michael me chamou depois de uma corrida em Hockenheim e disse: ‘Nico, você foi completamente inútil neste fim de semana. É difícil aceitar isso!”, falou ele, em entrevista à revista Auto Motor und Sport.

Da bronca ao pódio

O segundo baque para Nico aconteceu na primeira etapa de 2008, quando Patrick Head disse palavras duras ao filho de Keke (campeão de 1982 pela Williams).

“Foi na classificação de Melbourne, entre o Q1 e Q2. Patrick Head se aproximou de mim, abriu a viseira do meu capacete e gritou comigo: ‘Nico, se você continuar guiando assim, vai estragar nosso negócio!’ E coisas assim. O carro não estava bem. Era meu terceiro ano”, disse.

“Eles eram completamente cruéis. Não sentiam nada pelos seres humanos. Provavelmente estavam acostumados a caras como Alan Jones ou meu pai. Após o discurso de Patrick, consegui me classificar em sétimo, mas não por causa dele”, continuou.

Fato é que no dia seguinte ao episódio, Rosberg conseguiu provar ao seu chefe que ele estava equivocado. Ele terminou a prova em terceiro e conquistou o seu primeiro pódio na Fórmula 1.

Quando questionado se havia se adaptado ao tratamento frio que tinha na Williams, Nico disse não ter se acostumado facilmente. Ele revela que só conseguiu superar o assunto depois de anos.

“Só agora, muito mais tarde, posso sorrir sobre isso. Antes, eles eram heróis para mim, grandes heróis. Agora, quando penso nisso, eu os vejo como pessoas normais. Mas quando cheguei lá, eles pareciam fora do comum. Especialmente Sam Michael. Ele era um líder total, alguém que impunha respeito”, encerrou.

Nico Rosberg foi piloto da Williams de 2006 a 2009. Na temporada seguinte, o alemão migrou para a Mercedes, onde ficou até o encerramento da sua carreira em 2016.

Leia mais:

Governo de Xangai anuncia suspensão de GP da China de Fórmula 1

Ex-namorada de Senna acusa escritora de “crimes graves” e entra na Justiça

Giovinazzi diz ter chances de correr pela Ferrari em 2021