Casagrande faz desabafo sobre situação de Diogo Vitor, do Santos: “Me entristece muito porque eu travei essa luta”

Casagrande já enfrentou a luta contra as drogas e lamentou a situação envolvendo Diogo Vitor, que recebeu todo o apoio necessário do Santos

Danielle Barbosa
Colaboradora do Torcedores.com.

Crédito: Reprodução/SporTV

O Santos se prepara para rescindir por justa causa o contrato do atacante Diogo Vitor, suspenso por doping e que desde então acumula uma série de outras indisciplinas, como como faltas a treinos sem justificativas e sumiços frequentes. A informação foi anunciada por Matheus Rodrigues, membro do Comitê de Gestão do Santos, em entrevista ao programa “Revista do Esporte”, da TV Cultura Litoral, e fez o ex-jogador e agora comentarista Walter Casagrande lamentar a situação.

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“É um destaque que me entristece muito. O Santos tentou de tudo e está até hoje tentando. Eu fui lá em Santos, conversei com ele, fiz uma palestra para a categoria de base, e hoje ele está sendo dispensado por justa causa. Justa causa significa que ele falta aos treinos, aparece sem condições de treinar ou não aparece. Para mim me entristece muito porque é uma luta muito difícil. Eu travei essa luta (contra as drogas) e continuo travando, mas eu estou muito bem”, desabafou Casagrande.

“Eu esperava que esse garoto seguisse a mesma história que eu segui. Não precisa chegar ao fundo do poço. Ele foi alertado, joga muita bola, é muito garoto, tem um time fantástico e que dá oportunidade para a base e olha só, está jogando a vida pelo alto”, completou.

Durante a entrevista ao “Revista do Esporte”, Matheus Rodrigues falou sobre a decisão do clube. “A gente tem, do início de fevereiro para cá, três notificações formais e informais ao atleta. Na última vez que ele compareceu, solicitou ao departamento de futebol mais um prazo para tratar de um problema de família, só que não retornou, não compareceu. A gente deixou isso para o departamento jurídico resolver, mas é muito provável que acabe tendo um fim em breve nessa situação dele porque a gente não tem resposta. O clube precisa tomar uma decisão e está sendo tomada essa semana”.

“Não entramos com a documentação porque passamos para o jurídico no mesmo dia para que tomassem as providências mediante ao atleta. Demos todas as chances possíveis. Oportunidades, tratamentos, conversas… É um baita cara, mas infelizmente na profissão que exerce precisa estar com a cabeça no lugar e estar focado para aquilo que pretende”, completou.

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