Superliga Feminina mantém rebaixamentos e acessos mesmo com temporada cancelada por coronavírus

Competição teve seu encerramento declarado na última quinta-feira (19) sem campeão devido à pandemia de coronavírus, mas com descenso e promoção mantidos

Márcio Donizete
Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade. Foi repórter colaborador, líder de colaboradores e hoje é editor no Torcedores.com.

Crédito: Osvaldo F./Contrapé/São Cristóvão Saúde-São Caetano

Encerrada na última quinta-feira (19) após reunião entre CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), Comissão de Atletas e dez clubes por conta da pandemia de coronavírus, a Superliga Feminina de Vôlei não terá um campeão declarado, porém com os rebaixamentos e acessos mantidos normalmente.

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Assim, São Cristóvão Saúde/São Caetano, último colocado da primeira fase, e Valinhos Vôlei, penúltimo, cairão para a Superliga B, enquanto Brasília Vôlei, líder da B, e Itajaí Vôlei, vice-líder, subirão para a principal divisão do vôlei feminino nos lugares dos times despromovidos, a princípio. A Superliga B também teve a disputa cancelada.

A informação foi confirmada por Fabi, ex-jogadora e comentarista do SporTV, em resposta à reportagem do Torcedores durante uma das edições ao vivo do “Faixa Especial”, programa da emissora esportiva do Grupo Globo. “Vale só para o (torneio) feminino porque houve conclusão da primeira fase”, confirmou a campeã olímpica.

“Caem Valinhos e São Caetano e sobem Brasília e Itajaí. Mas isso é situação de momento, muita coisa pode acontecer. Não são decisões fáceis de serem tomadas, tem muita coisa em jogo no ponto de vista econômico e contratual. Tem de colocar tudo isso na balança, além do bom senso”, complementou Fabi.

Ou seja, não está descartada uma nova reunião posterior que faça com que a decisão seja revista. Porém, São Cristóvão Saúde/São Caetano e Valinhos Vôlei não foram convidados para discutirem o futuro da atual temporada da Superliga Feminina, o que já dava indícios do rebaixamento das equipes para a “Série B” da modalidade.

Reunião da Superliga Feminina

Os clubes que participaram da reunião e votaram sobre o futuro do torneio, segundo a CBV, em comunicado oficial no site da entidade, foram Dentil/Praia Clube, Sesc RJ, Itambé/Minas, Sesi Vôlei Bauru, Osasco Audax São Cristóvão Saúde, São Paulo/Barueri, Fluminense, Curitiba, EC Pinheiros e Flamengo.

Ainda na nota oficial da CBV em seu portal, em nenhum momento há a citação sobre rebaixamentos e acessos, o que gerou dúvida em alguns torcedores que acompanham a competição, principalmente dos times envolvidos diretamente nessas questões.

“Mais uma vez colocamos nossa opinião, pelo fim do campeonato visando o bem de todos os envolvidos, e demos direto de voto aos clubes. A maioria demonstrou pensar como a CBV e está decretado o fim desta temporada. Em relação a decisão pelo ranking e pelas estrangeiras, houve um equilíbrio maior na votação, mas também está tudo definido. Sentimos muito por ver a Superliga Banco do Brasil terminar dessa forma, mas sabemos que é absolutamente necessário”, disse Renato D’Avila, superintendente de Competições Quadra da CBV.

Além do resultado do atual campeonato, que contou com sete votos a favor e dois que votaram pelo aguardo de uma nova definição, outras decisões foram acordadas, como o fim do ranking de atletas (7 votos a favor contra 4) e a utilização de até três estrangeiras no time (6 votos favoráveis contra 5).

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