Galvão Bueno: início em fábrica de plástico e quase demissão no começo na Globo; veja mais sua história de vida

Um dos maiores narradores da história do esporte nacional temeu demissão rápida, mas fez história na Globo

Rafael Brayan
Apaixonado pelo estudo do esporte mais praticado no mundo.

Crédito: Reprodução/TV Globo

Prestes a completar 70 anos de idade em 2020, Galvão Bueno se tornou o maior narrador esportivo da história da televisão nacional. Marcado por suas aparições em Copa do Mundo com a seleção brasileira na TV Globo, o profissional conquistou a posição de um dos comunicadores de mais sucesso do país. Por outro lado, ele teve um começo nada parecido com o atual status de sua carreira.

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Nascido em 21 de julho de 1950 na cidade de Rio de Janeiro, o narrador começou a vida profissional como funcionário de uma fábrica de plástico. Foi o primeiro emprego profissional de Galvão Bueno, que, depois disso, se dedicou ao rádio e à TV para se tornar a voz dos principais eventos esportivos do fim do século passado até aqui.

Sua primeira emissora foi a na Rádio Gazeta, em São Paulo, no ano de 1974. Logo depois, ele passou para a TV Gazeta, participando do programa Mesa Redonda e cobrindo a Copa do Mundo no mesmo ano – mas narrando no Brasil.

Galvão ficou três anos no grupo Gazeta, mas teve uma curta passagem pela TV Record em 1977. Ficou alguns meses e logo acertou um contrato com a TV Bandeirantes, onde narrou pela primeira vez uma corrida de Fórmula 1, além de seguir nas transmissões de futebol da emissora até 1981, quando foi para a Globo.

Quase demissão no começo na Globo

Galvão Bueno ainda chegou a praticar diversos esportes antes de se destacar como narrador: hipismo, handebol, futebol, vôlei, natação e até kart.  Foi inclusive do automobilismo que gerou uma das histórias mais curiosos sobre o começo de carreira do narrador no Grupo Globo de Televisão.

Apesar do primeiro trabalho na TV Globo ter sido a narração de um jogo do Flamengo contra o Jorge Wilstermann, da Bolívia, na Libertadores de 1981 e a Copa do Mundo na Espanha, Galvão Bueno também narrou, na mesma época, sua primeira corrida de Fórmula 1: o Grande Prêmio da África do Sul de 1982.

Marcado por acompanhar a manhã dominical do brasileiro durante os anos de glória de Ayrton Senna, Galvão, porém, teve uma estreia aterrorizante no automobilismo. Em 2013, o narrador confessou que cometeu grave erro e chegou a temer uma demissão na Globo.

“Naquela época ninguém parava para abastecer e trocar pneus, quem parava para trocar um pneu furado estava fora da corrida. O (Alain) Prost, que estava em primeiro lugar, entrou nos boxes trocou um pneu e foi embora… e na minha cabeça nunca mais ele iria se recuperar. Quando ele passou o (argentino Carlos) Reutemann eu disse: “Tá tirando volta de atraso”. Estava nada, Prost voltou na mesma volta e estava voltando para a primeira colocação. Narrei vitória de Carlos Reutemann. Fomos para o comercial, quando voltamos preparou-se o pódio e apareceu lá Alain Prost como vencedor”, disse Galvão Bueno.

“Me deu um desespero, vou pedir ajuda para quem? Para o veterano, para o cara que já tinha alguma história na televisão. Olhei para o Reginaldo do lado e fiz assim para ele: “E agora?” Ele olhou para mim e disse: “Não sei”. Então nesse momento eu falei: acabou a minha carreira. Foram oito horas e meia de volta para o Rio de Janeiro certo que eu estava demitido. Graças a Deus o Boni (José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, então diretor da TV Globo) me deu uma chance, eu continuei e estou aí até hoje”, contou o narrador no programa Corujão do Esporte há sete anos.

Saída da Globo e aventura na Rede OM

Já principal narrador da TV Globo na Copa do Mundo de 1990, Galvão Bueno acabou se aventurando em saída da emissora em caminho à Rede OM dois anos depois. Originalmente do Paraná, a empresa queria ter grande impacto nacional. Apesar da tentativa ousada, Galvão Bueno narrou apenas o título mundial do São Paulo em 1992, mas logo retornou ao grupo que faz parte até hoje.

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