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Renato volta a jogar futevôlei em meio ao coronavírus, e presidente do Grêmio se posiciona: “Não sou monitor de escola”

Atitudes do técnico do Grêmio nesta semana no Rio de Janeiro têm causado certa polêmica

Eduardo Caspary
Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.

Crédito: Foto: Reprodução/Instagram

Embora a recomendação geral em todo o país seja pela permanência dentro de casa, evitando aglomerações por conta do risco de contágio do coronavírus, o técnico Renato Gaúcho tem ido à praia do Rio de Janeiro jogar o seu tradicional futevôlei. O fato ocorreu na segunda-feira e repetiu nesta quarta, em Ipanema, segundo o portal GaúchaZH.

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A postura do treinador foi tema na entrevista concedida pelo presidente gremista Romildo Bolzan Jr ao Fox Sports na noite desta quarta-feira. O mandatário preferiu não ampliar a polêmica:

“O Renato está de folga. O que cada um faz é por sua conta e risco. Não sou monitor de escola”, disse o mandatário.

Durante a quarta, a secretaria estadual de Saúde do RJ confirmou 49 casos de coronavírus e outros 800 suspeitos. Duas mortes supostamente causadas pela pandemia estão sendo investigadas.

Renato chegou a sugerir até greve

De máscara como forma de protesto, Renato chegou em sua coletiva de imprensa no último domingo após a vitória por 3×2 sobre o São Luiz e também lamentou os efeitos do coronavírus pelo mundo. Ele clamou pela parada do campeonato, sugeriu o início de uma greve e mostrou uma tremenda preocupação pelo que vinha acontecendo.

“Essa homenagem que o Grêmio fez hoje foi para as quase 6 mil pessoas que morreram de coronavírus no mundo. O Grêmio protestou porque jogador de futebol e comissão técnica são gente. A torcida fica protegida e dane-se quem trabalha no futebol? Nós esperamos que as pessoas responsáveis tenham bom senso para parar o campeonato. Tem que parar no Brasil inteiro. Se não quiserem parar, que assumam. Será que vai ter alguém com essa coragem ou a gente vai ter que entrar em greve?”, disse, antes de concluir:

“Vida não tem preço. Eu gosto da minha vida. Não acredito que alguém vai peitar o futebol brasileiro. Será que a gente vai chegar no ponto que os líderes dos times vão se reunir? Acho que não precisa disso. Nós somos humanos também. Temos famílias (…) acho que vai parar o Campeonato Gaúcho. Como vai ter clássico? Ah, não vai ter torcida, mas dane-se os jogadores? Dane-se a comissão técnica? A gente não tá pedindo nada demais. Se tudo para porque o futebol não vai parar?”.

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