Com Del Nero e Ricardo Teixeira na lista, justiça dos EUA acusa ex-dirigentes da Fifa de corrupção

Ex-presidentes da CBF estão numa lista elaborada pelo poder judiciário americano que inclui 16 nomes ligados à entidade esportiva

Octávio Almeida Jr
Jornalista graduado pela Universidade da Amazônia (UNAMA), 27 anos.Repórter de campo pela Rádio Unama FM em duas finais de Campeonato Paraense (anos 2016 e 2017).

Crédito: Reprodução/Twitter Fifa

A côrte distrital de Nova York realiza mais uma investigação que apura se houve casos de corrupção na Fifa. Em documento datado do dia 18 de março de 2020, o poder judiciário americano inclui vários ex-dirigentes da entidade. Entre eles estão os nomes de Marco Pólo Del Nero e Ricardo Teixeira, ex-presidentes da CBF.

Juntamente com Nicolás Leoz (ex-presidente da Conmebol que morreu em agosto de 2019), Ricardo Teixeira é acusado de aceitar suborno para votar no Qatar como sede da Copa do Mundo 2022. O Qatar derrotou os Estados Unidos por 14 a 8.

A lista também inclui Jack Warner, ex-vice presidente da Fifa e principal dirigente da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, América Central e Caribe). De acordo com o a justiça americana, Warner utilizou empresas fantasmas a fim de receber quatro milhões de libras para apoiar a candidatura da Rússia, sede da Copa do Mundo 2018. Rafael Salguero, ex-membro da Fifa, também teria aceitado suborno para votar no país europeu.

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Ao todo, a lista elaborada pela justiça americana inclui 16 pessoas e uma empresa, a Full Play Group S.A. Os nomes citados são de Hugo Jinkins, Mariano Jinkis, Hernán Lopez, Carlos Martinez, Gerardo Romy, Ariel Alvarado, Manuel Burga, Luís Chiriboga, Marco Pólo Del Nero, Eduardo Deluca, Eugenio Figueredo, José Luíz Meiszner, Romer Osuna, Ricardo Teixeira, Reynaldo Vasquez e Jack Warner.

Rússia nega acusações

Porta-voz do governo de Vladmir Putin (presidente da Rússia), Dmitry Peskov afirmou que a candidatura da Rússia para sediar a Copa do Mundo 2018 não apresenta irregularidades.

“Negamos (as acusações) de forma categórica. Lemos as informações na mídia e não podemos entender de que se trata tudo isso”, disse Peskov, em entrevista concedida à agência de notícias russa TASS.

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